Tartaruga marinha é resgatada na praia do Farol Velho, em Salinópolis
O animal foi encontrado debilitado e foi transportado até Hospital de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural do Pará
O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), realizou, neste domingo (15), o resgate de uma tartaruga marinha de grande porte encontrada debilitada na faixa de areia da Praia do Farol Velho, em Salinópolis, nordeste do Pará. Conhecida como “tartaruga-cabeçuda”, da espécie (Caretta caretta), ela foi encontrada debilitada na faixa de areia por moradores de um condomínio da região, que acionaram imediatamente o Projeto de Monitoramento de Desova de Tartarugas Marinhas, desenvolvido no município localizado na costa oceânica.
Após avaliação inicial, ainda na praia, o animal foi levado em segurança, na aeronave, até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/Ufra), para receber atendimento veterinário especializado, necessário para sua recuperação.
A presidente da organização do Terceiro Setor Instituto Bicho D’água, Renata Emin, destacou a importância do resgate, que também contou com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), e os cuidados que o animal vai receber para que possa retornar ao mar, após a plena recuperação. O Instituto Bicho D’água atua na conservação da biodiversidade amazônica.
“Inicialmente, achamos que ela estava tentando desovar. Entretanto, a partir da análise da bióloga, e da equipe local, verificamos que ela não estava em comportamento de desova, e sim com a suspeita de uma lesão, talvez uma fratura na nadadeira. Nessa situação, é acionado o projeto de monitoramento de caracterização de cetáceos, que é quem faz os resgates da fauna aquática na região", disse.
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"O projeto entrou em contato com a equipe do Cetras, na Ufra, que é quem vai receber o animal para fazer as avaliações necessárias, o procedimento de exames, entre eles os radiográficos, para que se conclua qual foi o motivo do encalhe, e assim se estabeleça o acolhimento terapêutico, até que o animal possa ser restabelecido e consiga retornar para a natureza. A gente espera que ela tenha alta, o mais breve possível, para que possamos devolvê-la para a natureza no mesmo local onde foi encontrada”, disse Renata Emin.
Segundo o 13º GBM (Grupamento de Bombeiro Militar), a ação demonstra a pronta resposta das forças estaduais não apenas na proteção da vida humana, mas também na preservação da fauna e do meio ambiente amazônico. A corporação acrescenta que, ao encontrar animais silvestres feridos ou em situação de risco, não tente manusear. Acione os órgãos competentes.
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