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Pará terá cobertura total em novo sistema de monitoramento por satélite

Estado está entre os primeiros a receber imagens em alta resolução para análise ambiental após acordo da Google com o MGI e Serviço Florestal Brasileiro

Hannah Franco

O Pará está entre os estados que terão cobertura total no novo sistema de monitoramento ambiental por imagens de satélite em alta resolução. A medida faz parte de um acordo firmado nesta quarta-feira (1º) entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Serviço Florestal Brasileiro e o Google.

A iniciativa prevê a disponibilização de imagens detalhadas referentes ao ano de 2008, considerado marco para a regularização ambiental conforme o Código Florestal. O novo material deve aprimorar a análise de áreas rurais e a verificação de informações ambientais.

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Além do Pará, também terão cobertura total os estados do Maranhão, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Nas demais unidades da federação, o acesso às imagens será parcial neste primeiro momento, com ampliação prevista ao longo da cooperação.

Com a nova base de dados, será possível identificar com mais precisão elementos como áreas de vegetação nativa, fragmentos florestais e margens de rios — pontos importantes para o monitoramento ambiental.

Imagens mais detalhadas vão integrar sistema nacional

As imagens serão incorporadas ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), utilizado na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A tecnologia deve auxiliar tanto os órgãos estaduais quanto os proprietários rurais na verificação das informações declaradas.

Antes, o monitoramento utilizava imagens com menor resolução, o que dificultava a identificação de mudanças menores no uso do solo. Com o novo mapeamento, a qualidade pode ser até seis vezes superior.

O acesso aos dados será gratuito, sem previsão de repasse de recursos entre as instituições envolvidas.

Tecnologia amplia precisão no controle ambiental

O conjunto de imagens foi produzido a partir de mais de 6 mil registros captados por satélites entre 2007 e 2009. O processamento foi realizado com o uso do Google Earth Engine, plataforma que permite analisar grandes volumes de dados geoespaciais.

A tecnologia aplicada corrige interferências como nuvens e distorções, garantindo maior nitidez nas imagens do período de referência.

Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a iniciativa deve melhorar a qualidade das análises ambientais no país.

"Com esse acordo, vamos qualificar a base de referência do CAR, permitindo maior precisão na análise dos cadastros e na verificação das informações declaradas, especialmente em relação à situação da vegetação nativa no marco temporal do Código Florestal.”