MENU

BUSCA

Pará registra aumento de internações por doenças respiratórias e entra em alerta, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe indica tendência de alta nos casos de SRAG no Pará nas últimas semanas

Hannah Franco

O Pará está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (11). O avanço é impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por um aumento nas hospitalizações em diversas regiões do país.

A análise considera o período entre 31 de maio e 6 de junho de 2026, quando a circulação de vírus respiratórios costuma se intensificar devido à queda das temperaturas e à maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação.

VEJA MAIS

Chá perfeito para resfriado: confira 4 opções que podem ajudar você a se sentir melhor
Conheça infusões que podem auxiliar no alívio da congestão nasal, dor de garganta e mal-estar

Gripe, resfriado ou covid-19? Veja a diferença entre os sintomas das doenças
É possível diferenciar essas doenças com base na intensidade e frequência com que aparecem no corpo

Além do Pará, também apresentam crescimento dos casos os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Segundo a Fiocruz, esses estados registram aumento consistente das hospitalizações por síndrome respiratória grave tanto no curto quanto no longo prazo.

Embora outras unidades da federação já apresentem sinais de estabilização ou redução dos casos, o cenário ainda inspira atenção. Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro continuam registrando incidência de SRAG em níveis considerados elevados, mesmo sem a mesma tendência de crescimento observada no Pará e nos demais estados em alerta.

VSR lidera internações entre crianças

De acordo com a Fiocruz, o vírus sincicial respiratório tem sido o principal responsável pelo aumento dos casos graves entre crianças de até 4 anos. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e infecções respiratórias em bebês e crianças pequenas, podendo levar à necessidade de internação.

Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus segue predominando. Entre jovens, adultos e idosos, os casos graves têm sido associados principalmente à influenza A, enquanto a influenza B também apresenta crescimento em algumas faixas etárias.

Mais de 3,5 mil mortes por SRAG em 2026

O boletim aponta que o Brasil já contabiliza 3.591 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave neste ano. Diante do aumento dos casos, especialistas reforçam a necessidade de medidas preventivas para conter a disseminação dos vírus.

Entre as recomendações estão a lavagem frequente das mãos, uso de máscaras em unidades de saúde e locais fechados com pouca ventilação, além do isolamento em caso de sintomas gripais. Vale ressaltar que a vacinação contra gripe e VSR continua sendo uma das formas mais eficazes de evitar complicações graves da doença.