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Adesão da população pela terceira dose da vacina contra covid-19 ainda é baixa no Pará

Cobertura vacinal da dose de reforço ainda está em 8,25% no Estado

João Paulo Jussara / O Liberal

Nesta sexta-feira (21), completa um mês desde que a dose de reforço passou a ser aplicada no Pará com intervalo de quatro meses. Mas já se passaram quase dois meses desde que a terceira dose foi liberada para todos os públicos, e a adesão da população ainda segue baixa. De um total de 12.006.114 doses aplicadas, apenas 616.314 pessoas receberam a dose de reforço no Estado, o que representa uma cobertura vacinal de 8,25%. Já a cobertura da primeira dose está em 79,46%, com 5.934.228 vacinados, e a da segunda dose ou dose de reforço é de 73,05%, com 5.455.572 pessoas vacinadas. Os dados são do Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde do Pará (Sespa) e foram consultados às 13h desta sexta (21).

Para o médico infectologista Lourival Marsola, do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), é necessário que o processo de informação sobre a terceira dose seja trabalhado de uma forma melhor no Brasil. "A gente tem que lembrar que a terceira dose iniciou com seis meses, depois caiu para cinco meses e depois para quatro meses. Então existe um processo de vacinação no país que precisa ter um melhor rumo. Precisamos de melhores campanhas de informação", ressaltou o especialista.

Ele afirma que é a aplicação da terceira dose da vacina que está impedindo que os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais estejam lotados e que a curva de óbitos cresça, como ocorreu em 2021 e 2020. "Justamente porque a população de maior risco de contrair a forma mais grave da doença, como idosos e pessoas com comorbidades, já estão com a terceira dose, e isso nos deu mais segurança, nesse momento em que a variante Ômicron está batendo recordes de transmissão dia após dia, em todo o mundo", completou o Dr. Lourival Marsola.

A publicitária Christiane Portilho tomou a segunda dose da vacina em agosto do ano passado. Quatro meses depois, em dezembro,  ela recebeu a dose de reforço.  Durante as festas de réveillon, ela foi infectada com a covid-19 e sentiu alguns sintomas, como falta de ar, cansaço, dores de cabeça e diarreia, mas não chegou a ser internada. A mãe dela, que é idosa, fumante e possui comorbidades, também adquiriu a doença, mas conseguiu se recuperar e não precisou entrar em um leito de UTI. As duas conseguiram vencer a doença graças à imunização.

"Eu acho estranho a gente ainda estar discutindo sobre vacinação neste momento, porque é uma coisa que desde criança, nas escolas, a gente já sabe que faz parte da nossa vida, e é algo que nunca foi questionado, porque o avanço da ciência provou que as doenças diminuíram, muitas crianças deixaram de ter morrer por conta da vacinação. E agora, que estamos enfrentando uma doença nova, eu não entendo porque isso volta a ser questionado. Basta olhar para perceber que, sem vacina, seria muito pior. A minha mãe tomou as duas doses, mesmo assim teve sintomas médios. Se não tivesse tomado, certamente iria morrer, por conta das comorbidades, como aconteceu com tanta gente. Não existe outro caminho que não seja o da proteção", pontuou Christiane Portilho.

Pará
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