União Europeia quer entrada da Bósnia-Herzegovina no bloco; entenda

Bósnia permanece marcada por divisões étnicas, mesmo décadas após a guerra

O Liberal
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta terça-feira (12) que o braço executivo da União Europeia recomenda que os países do grupo iniciem negociações de entrada com a Bósnia-Herzegovina, apesar das divisões étnicas persistentes no país dos Bálcãs.

A Bósnia-Herzegovina faz parte das seis nações da região dos Bálcãs - incluindo Albânia, Sérvia, Kosovo, Montenegro e Macedônia do Norte - que estão em processo de adesão à UE, embora em estágios diferentes após um período tumultuado de guerras e crises na década de 1990.

As associações dos países com o bloco têm estado estagnadas por anos, mas com a guerra na Ucrânia, os líderes da UE estão mais inclinados a afastá-los da influência do Kremlin.

Von der Leyen destacou a necessidade de a UE não apenas esperar que os Balcãs Ocidentais se aproximem, mas também assumir a responsabilidade de apoiar seu caminho em direção à União de todas as maneiras possíveis.

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Os líderes da UE irão debater a recomendação da Comissão Europeia em uma reunião na próxima semana em Bruxelas, embora não haja garantias de apoio dos Estados-membros, especialmente devido à influência contínua de Milorad Dodik, líder separatista sérvio-bósnio com simpatia pelo governo russo, que continua a causar tumulto na presidência e a exercer influência política na Bósnia.

A Bósnia permanece marcada por divisões étnicas, mesmo décadas após a guerra devastadora dos anos 90.

Embora a Bósnia tenha obtido o status de país candidato em 2022, ainda há um longo caminho a percorrer para a adesão à UE, incluindo a necessidade de alinhar suas leis e normas com as do bloco e demonstrar conformidade com as normas democráticas em suas instituições e economia.

Von der Leyen ressaltou que a Bósnia precisa fazer mais progressos, mas reconheceu os passos significativos que o país já deu, incluindo o alinhamento com a política externa e de segurança da UE, o que é crucial em um período de turbulência geopolítica, e esforços notáveis no combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e controle de fluxos migratórios.

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