Rússia inclui "movimento LGBT" em lista de terroristas e extremistas

Medida permite que membros da comunidade LGTQIA+ sejam punidos de forma mais severa no país

Hannah Franco

A Rússia intensificou sua repressão contra a comunidade LGBTQIA+ ao adicionar o que chama de "movimento LGBT" a uma lista de organizações extremistas e terroristas, segundo a mídia estatal nesta sexta-feira (22). A medida abre caminho para que membros da comunidade sejam punidos de forma mais dura, com penas que podem incluir prisão e congelamento de bens.

A decisão foi tomada pelo órgão de fiscalização financeira da Rússia, o Rosfinmonitoring, responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A lista mantida pelo órgão inclui mais de 14 mil pessoas e entidades, desde a Al Qaeda até a empresa americana Meta, e agora inclui o "movimento LGBT internacional".

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Com a inclusão na lista de terroristas e extremistas, membros da comunidade LGBT na Rússia podem ser alvo de medidas repressivas ainda mais severas. Isso inclui o congelamento de contas bancárias, a proibição de participar de reuniões públicas e o risco de prisão por "extremismo". A decisão gerou críticas de organizações internacionais de direitos humanos, que a consideraram discriminatória e perigosa.

A comunidade LGBT na Rússia já enfrenta diversos desafios. Desde 2013, uma lei na Rússia proíbe a "propaganda" de "relações sexuais não tradicionais" entre menores de idade. A legislação foi consideravelmente ampliada no final de 2022, para proibir qualquer forma de "propaganda" LGBT na mídia, na Internet, em livros e filmes. Em julho de 2023, os deputados russos também votaram uma lei que proíbe operações cirúrgicas e terapias hormonais para pessoas transgênero.

*(Hannah Franco, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Heloá Canali, coordenadora de OLiberal.com)

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