Protestos contra quarentenas anti-covid se espalham na China

Manifestantes pedem flexibilização das medidas de controle contra a doença e demonstram insatisfação com o presidente chinês Xi Jinping

O Liberal
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As rígidas medidas contra a covid-19 tem revoltado cada vez cidadãos chineses, que saíram às ruas protestando em várias parte do país. Parte dos manifestantes dirige sua insatisfação ao Partido Comunista e a seu principal líder, o presidente chinês Xi Jinping. A onda de manifestações em diferentes cidade teve início na sexta-feira (25) nas ruas de Urumqi, capital da província de Xinjiang, no Noroeste da China, depois que pelo menos 10 pessoas morreram e outras nove ficaram feridas em um incêndio num edifício residencial no dia anterior. Para muitos chineses, as restrições impostas pela política de Covid zero impediram que as vítimas escapassem dos apartamentos em chamas, mas o governo nega essa versão. As informações são do Portal O Globo.

Neste final de semana, além de Urumqi, houve protestos em cidades como Xangai e Pequim. A China ainda adota um sistema de testes em massa, quarentenas de áreas urbanas e restrições à movimentação de pessoas quase três anos após o início da pandemia. Muitos chineses aceitaram as medidas como forma evitar as infecções e mortes generalizadas vistas em países como os Estados Unidos, a Índia ou o Brasil. Porém, à medida que outras nações, amparadas pelas vacinação, voltaram à vida normal, ainda que os surtos da doença continuassem, a paciência de quem vive na China foi diminuindo.

Aparentemente, o maior protesto no sábado aconteceu em Xangai, onde entre 500 e mil pessoas se reuniram num cruzamento da Rua Urumqi para homenagear vítimas da tragédia com velas e cartazes. Muitos manifestantes, seguravam folhas de papel em branco sobre a cabeça ou rosto, como uma forma de desafiar as autoridades, uma vez que o branco é a cor do luto no país.

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Gritos pediam a flexibilização das medidas de controle da covid-19 e alguns usaram linguagem obscena para denunciar a exigência de que residentes exibam um aplicativo de telefone que registra qualquer contato com pessoas infectadas ao acessarem locais públicos como lojas e parques.

Alguns manifestantes em Xangai também dirigiram a sua raiva a Xi Jinping, em um raro ato de desafio capaz de alarmar o Partido Comunista. Telefones também foram usados para gravar o momento de luto coletivo, registrando imagens que podem se propagar apesar da censura, encorajando outros a aderirem ao movimento. Após a chegada da polícia, o ato foi dispersado

No noite deste domingo, cerca de 300 moradores de Xangai se reuniram no mesmo local do protesto de sábado, pedindo a libertação de manifestantes detidos na véspera. Houve ainda uma manifestação no campus da prestigiosa Universidade Tsinghua, em Pequim, onde estudantes estão impedidos de sair por causa de restrições pandêmicas.

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