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Preços dos combustíveis impulsionam inflação no Brasil em março

A alta se deve aos preços dos combustíveis, especialmente da gasolina (4,59%), que havia reduzido mês passado

AFP
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O aumento dos preços dos combustíveis impulsionou a inflação no Brasil, que chegou a 4,14% em termos anuais em março, informou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A variação mensal foi de 0,88%, seu nível mais alto desde fevereiro de 2025, indicou o IBGE em um comunicado.

A alta se deve aos preços dos combustíveis, especialmente da gasolina (4,59%), que havia reduzido mês passado.

O diesel, essencial para o transporte de carga, passou de um aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. Também subiram os alimentos (1,56%), um item vulnerável às variações nos custos de transporte.

Os mercados mundiais de energia vêm sendo abalados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para as exportações de petróleo e gás do Golfo, em consequência da guerra que opõe Estados Unidos e Israel ao Irã.

"Em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional", disse Fernando Gonçalves, gerente do IBGE citado na nota.

O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome e depende fortemente desse combustível, já que sua rede logística se baseia principalmente no transporte de cargas por caminhão.

Nos postos, o diesel aumentou quase 24% desde o início da guerra no fim de fevereiro, segundo a Agência Nacional do Petróleo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta semana um pacote de medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Entre outras, as disposições incluem subsídios ao diesel. Também preveem auxílios ao setor aeronáutico, diante da expectativa de que o aumento dos combustíveis dispare os preços das passagens.

As passagens aéreas também pressionaram a inflação em março, com alta de 6,08%, segundo o IBGE.

A alta de preços em março se manteve dentro da meta de entre 1,5% e 4,5% definida pelo Banco Central.

Lula, de 80 anos, buscará a reeleição em outubro em um contexto de crescente pressão inflacionária.

Pesquisas recentes mostram um empate técnico no segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado entre outros crimes.

O aumento dos preços é uma das principais preocupações dos eleitores, segundo as pesquisas.

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