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joias inestimáveis

Polícia encontra itens supostamente usados por criminosos em roubo no Museu do Louvre

Segundo o veículo francês, o material foi encaminhado para análises da polícia científica

Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2025 às 19:08

Pessoas do lado de fora do Museu do Louvre durante período de fechamento devido ao coronavírus

Pessoas do lado de fora do Museu do Louvre durante período de fechamento devido ao coronavírus ( Foto: REUTERS/Benoit Tessier )

A polícia francesa localizou novos indícios materiais que podem ajudar a identificar os autores do roubo de joias do Museu do Louvre, em Paris. Os investigadores da Brigada de Repressão ao Banditismo (BRB) e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais (OCBC) encontraram um capacete de motocicleta e uma luva que teriam sido usados pelos criminosos durante a ação, ocorrida na manhã de domingo, 19. As informações são do jornal Le Parisien.

Segundo o veículo francês, o material foi encaminhado para análises da polícia científica. As autoridades também recuperaram as chaves e parte do equipamento do caminhão guindaste utilizado pelos ladrões para acessar as janelas da Galeria de Apolo, onde estavam expostas as joias da monarquia francesa.

O veículo, equipado com uma plataforma elevatória, havia sido roubado de um vendedor que o anunciava no site francês Leboncoin, equivalente da OLX.

O proprietário reconheceu o equipamento nas imagens exibidas pelas emissoras de TV após o roubo. Ele afirmou ter sido agredido pelos falsos compradores, que fugiram com o maquinário sem pagar o valor combinado. O anúncio estava associado a um vendedor da cidade de Louvres, no departamento de Val-d'Oise, região próxima ao aeroporto de Roissy, nos arredores da capital.

Além dos objetos abandonados, os investigadores seguem analisando depoimentos e imagens de câmeras de segurança para rastrear os quatro criminosos, que chegaram e fugiram em scooters. A ação durou cerca de sete minutos.

Pelo menos 60 investigadores estão mobilizados para localizar os suspeitos, enquanto o Louvre permanece fechado ao público nesta segunda-feira, 20.

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, reconheceu falhas na segurança do museu e afirmou que o episódio "projeta uma imagem muito negativa do país". "O certo é que falhamos", declarou à rádio France Inter. Já o presidente Emmanuel Macron classificou o roubo como uma "violação do patrimônio francês".

A Galeria de Apolo abriga parte do que restou do tesouro da monarquia francesa, incluindo o diamante Régent, de 140 quilates, que não foi alvo do ataque, segundo a Procuradoria de Paris.

Entre as joias roubadas estão a tiara e o colar de safiras dos conjuntos pertencentes às rainhas Marie-Amélie e Hortense, além de um par de brincos das mesmas coleções. Também desapareceram o colar de esmeraldas e o par de brincos da imperatriz Maria Luísa, o broche relicário, a tiara e o grande laço de corpete da imperatriz Eugênia.