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Jornalista dos EUA é sequestrada no Iraque

Na tarde desta terça, o Ministério do Interior do Iraque afirmou em comunicado que uma jornalista estrangeira havia sido sequestrada, sem fornecer mais detalhes sobre ela

Estadão Conteúdo
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A jornalista americana Shelly Kittleson foi sequestrada nesta terça-feira, 31, em Bagdá, no Iraque, e as forças de segurança iraquianas estão perseguindo seus captores, disseram autoridades do país.

O Iraque deteve um militante ligado a um grupo apoiado pelo Irã para realizar o sequestro da jornalista, disseram os Estados Unidos.

"Um indivíduo com ligações ao grupo paramilitar Kataib Hezballah, alinhado ao Irã e suspeito de envolvimento no sequestro, foi detido pelas autoridades iraquianas", escreveu Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos Globais, no X.

Na tarde desta terça, o Ministério do Interior do Iraque afirmou em comunicado que uma jornalista estrangeira havia sido sequestrada, sem fornecer mais detalhes sobre ela.

"Estamos profundamente alarmados com o sequestro da colaboradora do Al-Monitor, Shelly Kittleson, no Iraque, na terça-feira. Exigimos sua libertação imediata e em segurança", divulgou o site de notícias independente Al-Monitor, em que Kittleson é colaboradora.

Conforme o veículo, Shelly passou anos na Itália e atualmente reside em Roma. Ela é conhecida por suas reportagens em zonas de guerra no Afeganistão, Iraque e Síria e contribui para diversas publicações, incluindo o Al-Monitor. Fontes do governo Trump confirmaram ao veículo que estavam cientes da ameaça contra ela e a aconselharam a não viajar para o Iraque.

Dois agentes de segurança iraquianos, que falaram sob condição de anonimato para a Associated Press (AP), por não estarem autorizados a comentar publicamente o caso, disseram que dois carros foram usados no sequestro: um deles bateu e foi apreendido, enquanto um segundo veículo fugiu do local, levando a jornalista em direção ao sul de Bagdá.

O Ministério do Interior do Iraque informou que as forças de segurança lançaram uma operação para localizar os sequestradores, "agindo com base em informações precisas e por meio de intensas operações em campo", após interceptar um veículo pertencente aos criminosos que capotou durante a tentativa de fuga.

Um suspeito foi preso e o veículo foi apreendido, mas os outros envolvidos continuam foragidos, segundo o comunicado. Um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá se recusou a comentar.

Ainda não está claro se o sequestro está relacionado à guerra em curso no Oriente Médio, mas milícias iraquianas apoiadas pelo Irã têm realizado ataques frequentes contra instalações dos Estados Unidos no país desde o início do conflito.

Desde 28 de fevereiro, quando a guerra começou, a embaixada dos EUA no Iraque tem alertado sobre o risco de sequestros e recomendado que cidadãos americanos deixem o país. Milícias iraquianas também já sequestraram estrangeiros antes da guerra.

Elizabeth Tsurkov, estudante de doutorado em Princeton com cidadania israelense e russa, desapareceu em Bagdá em 2023. Após ser libertada e entregue às autoridades americanas em setembro de 2025, ela afirmou ter sido mantida em cativeiro pela milícia iraquiana Kataib Hezbollah, aliada do Irã. O grupo nunca assumiu oficialmente a responsabilidade pelo sequestro.

*Com informações de agências internacionais.

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