Irã diz que cerca de 50 policiais morreram durante protestos

Primeiro número oficial de mortes foi divulgado pelo vice-chanceler do país

Emilly Melo
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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã anunciou, nesta quinta-feira (24), o primeiro número oficial de mortos no país. Ele afirmou que cerca de 50 policiais morreram em meio aos protestos nas áreas curdas nos últimos dias. Com informações da Reuters.

Devido a intensificação da repressão iraniana, as forças de segurança têm entrado em confronto com os manifestantes em todo o país. A comissão de direitos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que mais de 300 manifestantes morreram desde a morte sob custódia da curda Mahsa Amini, de 22 anos, em setembro deste ano. 

O chefe da ONU, Volker Turk, disse que o Irã enfrenta "crise de direitos humanos de pleno direito", com 14 mil pessoas presas até agora, incluindo crianças. Ele falou antes de uma sessão especial em Genebra para analisar a criação de um grupo destinado a apurar os fatos. 

"Cerca de 50 policiais foram mortos durante os protestos e centenas ficaram feridos", afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Bagheri Kani, que é também o principal negociador nuclear do Irã, em entrevista à televisão indiana. Ele não falou sobre o número de manifestantes mortos, mas disse que o Ministério do Interior formou um painel para investigar as mortes. 

(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

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