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Desperdício: mais de 1 bilhão de vacinas contra a covid-19 não foram usadas na pandemia

Fatores como a indecisão sobre a vacinação e doses compradas em excesso contribuíram para o número

Carolina Mota

Mais de 1 bilhão de vacinas contra a Covid-19 podem ter sido desperdiçadas, de acordo com uma análise feita pelo grupo de dados de saúde Airfinity. A análise concluiu que a indecisão sobre o uso da vacina, o armazenamento inadequado e a má distribuição de imunizantes foram fatores decisivos para esta quantidade, que gira em torno de 10% de todas as vacinas contra a Covid-19 já produzidas. As informações são da Folha de São Paulo.

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Foram, aproximadamente, 800 milhões de doses desperdiçadas de janeiro a junho deste ano, segundo dados da empresa que se baseiam em expectativas de governo, notícias da mídia e previsões de produção.

O presidente-executivo da Airfinity, Rasmus Bech Hansen, informou que mais doses provavelmente terão o mesmo destino este ano, embora os fabricantes de vacinas se planejem para reduzir a produção. De acordo com o presidente-executivo, isso lhes dá a oportunidade de de produzir vacinas para outras doenças.

"Muitas áreas não têm vacinas suficientes. Campanhas de vacinação mais amplas poderiam produzir melhor proteção e salvar vidas" informou.

Matt Linley, principal analista da Airfinity, disse que já é esperado que produtos médicos com duração menor de validade sejam desperdiçados, principalmente em uma pandemia de rápida mudança onde se é difícil prever a demanda, mas um dos pontos principais foi a doação de doses com prazos de validade curtos para países em desenvolvimento.

"Uma das maiores coisas relatadas é que os países recebem doações que chegam muito tarde, muito perto do vencimento, então não têm tempo para usá-las", alegou.

Os países desenvolvidos compraram bilhões de doses com seus contratos iniciais, deixando a iniciativa Covax – criada para garantir que as vacinas chegassem às pessoas mais pobres do mundo – em dificuldade para obter vacinas suficientes no ano passado.

Muitos países ocidentais doaram suas doses excedentes depois de perceberem que não tinham demanda suficiente. Quando mais doses chegaram, no início deste ano, os governos dos países em desenvolvimento muitas vezes enfrentaram hesitação de suas populações em se vacinar.

"Se essas doses tivessem chegado a esses países desde o início, a absorção poderia ter sido muito maior", disse Linley, explicando que as pessoas muitas vezes já haviam adquirido imunidade natural por meio de infecção e não estavam tão interessadas em se vacinar.

(Carolina mota, estagiária sob supervisão de keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política).

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