Casa Branca: chegada de petroleiro russo a Cuba não significa mudança política dos EUA
O carregamento russo é o primeiro a chegar em Havana desde o início de janeiro, quando as forças americanas capturaram em Caracas o presidente venezuelano e aliado de Cuba, Nicolás Maduro
A chegada de um petroleiro russo a Cuba não significa que os Estados Unidos tenham mudado sua política de bloqueio contra a ilha neste setor, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30).
A Casa Branca decidirá "caso a caso" se permite que novas embarcações com petróleo bruto, essencial para a economia cubana, possam entrar em portos cubanos, indicou.
"Isto não é uma mudança de política. Não houve mudança formal na política de sanções", explicou Leavitt durante uma coletiva de imprensa.
O carregamento russo é o primeiro a chegar em Havana desde o início de janeiro, quando as forças americanas capturaram em Caracas o presidente venezuelano e aliado de Cuba, Nicolás Maduro.
Sua queda privou Cuba de seu principal fornecedor de petróleo e desencadeou uma crise energética na ilha, que fez dispararem os preços dos combustíveis e provocou apagões diários.
O presidente Donald Trump, que promulgou este bloqueio com o propósito de acelerar a queda do regime comunista, disse no domingo que não tinha "nenhum problema" de que a Rússia enviasse petróleo à ilha.
"Cuba está acabada, tem um regime ruim, dirigentes péssimos e corruptos e, consigam ou não um navio de petróleo, não vai fazer diferença", disse Trump a jornalistas.
Leavitt negou que esta política flexível se aplicasse apenas a remessas russas para a ilha.
O governo do México está dialogando com várias empresas privadas interessadas em comprar combustíveis da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) para revendê-los a companhias cubanas, informou a presidente Claudia Sheinbaum nesta segunda-feira.
O governo Trump autoriza o envio de combustível a entidades privadas cubanas.
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