MENU

BUSCA

Trump volta a ameaçar o Irã e diz que esteve 'a uma hora' de atacar o país

Presidente americano alega que adiou o ataque "por um tempo", a pedido de aliados dos EUA no Golfo

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira, 19, e afirmou que esteve "a uma hora" de atacar o país.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump disse que estava "a uma hora de tomar a decisão" quando optou por adiar a retomada dos bombardeios.

Veja mais

Ataque ao Irã pode ocorrer até início da próxima semana se acordo não for fechado, diz Trump
O republicano reiterou que o presidente chinês, Xi Jinping, não vai enviar armas ao Irã e que acredita na palavra dele.

Putin inicia visita à China uma semana depois de Trump
O Kremlin indicou que Putin e Xi planejam discutir a cooperação econômica entre os países

Segundo ele, os ataques "estariam acontecendo agora mesmo" se não tivessem sido suspensos. "Os navios estão todos carregados, estão lotados até a boca", acrescentou.

Na segunda-feira, 18, o republicano anunciou o adiamento dos bombardeios devido a "negociações sérias" em andamento. "Parece haver uma boa chance de que eles consigam chegar a um acordo. Se pudermos fazer isso sem bombardeá-los impiedosamente, ficarei muito feliz", disse Trump na Casa Branca, após ter feito o anúncio nas redes sociais.

Ele afirmou que havia planejado "um ataque muito grande", mas o adiou "por um tempo - espero, talvez para sempre", a pedido de aliados dos EUA no Golfo.

Nesta terça-feira, Trump disse que daria "dois ou três dias" ao Irã para chegar a um acordo, mas depois sugeriu que poderia esperar até uma semana.

"Talvez sexta, sábado, domingo, algo assim, talvez no início da próxima semana. Um período de tempo limitado, porque não podemos deixar que eles tenham uma nova arma nuclear", afirmou.

O republicano também disse que não considera que a guerra no Oriente Médio seja impopular, porque as pessoas entendem que o objetivo é impedir que o Irã tenha uma arma nuclear. "Todo mundo me diz que é impopular, mas eu acho que é muito popular", afirmou.

Ele acrescentou ainda que não tem tempo para explicar as motivações do conflito. "Quando temos que explicar isso para as pessoas, eu realmente não tenho tempo suficiente para explicar tudo", disse. "Estou muito ocupado concluindo o trabalho."

Na resposta à última proposta feita pelos EUA para pôr fim ao conflito, enviada a Washington na segunda-feira por meio do Paquistão, o Irã listou suas exigências para chegar a um acordo.

Segundo a agências de notícias estatal iraniana Fars, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país exige o respeito ao seu direito de manter o programa nuclear pacífico, incluindo o enriquecimento de urânio.

Esse ponto é uma das principais discordâncias entre as partes envolvidas nas negociações, já que os EUA exigem que o Irã não apenas suspenda seu programa nuclear, mas também transfira o urânio enriquecido para outro país.

Teerã também exigiu o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, a compensação pelos danos causados durante o conflito para fins de reconstrução e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos EUA ao Irã.

*Com informações da Associated Press.