Primeira-ministra do Japão dissolverá Parlamento e promoverá eleições
Sanae assumiu o cargo em outubro de 2025, após ser alçada à liderança do PLD
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira, 19, que dissolverá a Câmara Baixa do Parlamento na próxima sexta-feira, 23, e convocará eleições antecipadas para o dia 8 de fevereiro, com o objetivo de fortalecer seu mandato e avançar com seus ambiciosos planos de gastos públicos.
A líder conservadora conta com pesquisas favoráveis que indicam a possibilidade de ampliar o número de cadeiras de seu partido, o Partido Liberal Democrático (PLD), que governa à frente de uma coalizão com maioria bastante estreita.
“Como primeira-ministra, decidi dissolver a Câmara Baixa em 23 de janeiro”, disse Sanae nesta segunda-feira, em entrevista coletiva. Ela acrescentou que as eleições antecipadas serão realizadas em 8 de fevereiro.
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O PLD governou o Japão quase ininterruptamente por décadas, mas sua popularidade caiu recentemente em meio a escândalos de financiamento político e à dificuldade do governo em conter a inflação, atualmente em torno de 3%.
Sanae assumiu o cargo em outubro, após ser alçada à liderança do PLD depois que o partido perdeu a maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado durante o governo de seu antecessor, Shigeru Ishiba.
Apesar da imagem enfraquecida do partido, o governo de Sanae mantém uma taxa de aprovação entre 60% e 70%, segundo pesquisas de opinião.
Alívio tributário
Com a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento, Sanae Takaichi aposta em uma eleição antecipada que pode reforçar seu mandato político. “Agora que implementamos medidas econômicas imediatas, quero passar para uma marcha mais acelerada para entregar nossas políticas neste momento”, afirmou na entrevista coletiva. A premiê confirmou que a campanha oficial terá início em 27 de janeiro, com votação marcada para 8 de fevereiro.
Takaichi tem se mantido popular entre os eleitores desde que assumiu o poder, em outubro do ano passado, mas o Partido Liberal Democrático (PLD), que ela lidera, não apresenta o mesmo nível de apoio. Pesquisas indicam elevados índices de aprovação pessoal da primeira-ministra e sugerem que, caso a aposta eleitoral seja bem-sucedida, o partido governista poderá recuperar fôlego após derrotas associadas a escândalos que lhe custaram a maioria nas duas Casas do Parlamento.
Um dos principais temas da campanha será o debate sobre um eventual corte do imposto nacional sobre consumo, em meio aos esforços de partidos governistas e de oposição para aliviar o impacto do aumento do custo de vida. Takaichi afirmou que o PLD avalia suspender, por dois anos, o imposto sobre vendas de alimentos e bebidas, compromisso assumido quando o partido formou sua atual coalizão com o Partido da Inovação do Japão, em outubro.
Para analistas da BMI, unidade da Fitch Solutions, o caminho do PLD para conquistar a maioria na Câmara Baixa é estreito e dependerá da participação de eleitores não alinhados e da força da campanha da oposição. Uma vitória permitiria a Takaichi avançar com uma agenda reflacionária apoiada por estímulos fiscais mais robustos. Uma derrota, por outro lado, ampliaria o poder de barganha de seus rivais e elevaria o risco de perda de rumo das políticas públicas. (Com agências internacionais).
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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