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Paraense na Guerra da Ucrânia: voluntário morre após ser atingido por fogo de artilharia

O jovem, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas, foi atingido na cidade de Kupiansk

Victoria Rodrigues

O paraense Adriano Silva foi morto após ser atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk durante a guerra militar na Ucrânia. O jovem, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas, foi atingido em um ataque indireto, isto é, sem tentativa de assassinato corpo a corpo, mas esse ataque faz parte de uma modalidade que se tem apresentado até o momento como uma das mais letais do conflito.

A morte de Adriano Silva foi confirmada no grupo "Amigos da Ucrânia", por meio de um texto em uma publicação do Facebook, e veiculada pelo jornal O Globo. "A morte de Adriano Silva reforça a dura realidade vivida por combatentes que, longe de seus países de origem, se veem expostos a um ambiente marcado por alta letalidade, armamentos pesados e constante imprevisibilidade. Descanse em paz", escreveram.

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Guerra na Ucrânia

O trágico acontecimento com o paraense Adriano Silva apenas reforçou a preocupação do Itamaraty que aconselhou para que os cidadãos brasileiros não fossem até as zonas de operações militares em um comunicado oficial publicado em julho de 2025. Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de brasileiros mortos em conflitos internacionais, por isso o órgão alertou, principalmente, os voluntários de guerra.

Na semana passada, por exemplo, diversas cidades ucranianas sofreram um dos maiores ataques dos últimos meses. Ao todo, foram cerca de 500 drones e mísseis russos que atingiram desde prédios até infraestruturas mais avançadas, como usinas termelétricas e redes de transmissão de energia, o que intimidou ainda mais a população que vive na Ucrânia e necessita de atendimentos humanitários.

Prestes a entrar no quinto ano do conflito armado, a Rússia escolheu bombardear as cidades de forma mais agressiva na tentativa de pressionar Kiev a aceitar seus termos e forçar uma capitulação. Com isso, os bombardeios russos continuam sendo conhecidos por utilizarem armas cada vez mais modernas que conseguem causar estragos e milhares de mortes, além de deixar pessoas sem água, luz e aquecimento na época de inverno.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)