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‘Escolas deveriam ser seguras', canadenses lamentam vítimas de ataque a tiros

Ataques a tiros em escolas são relativamente raros no Canadá

AFP

Centenas de moradores se reuniram na noite de quarta-feira (10) na praça principal de Tumbler Ridge, no oeste do Canadá, para uma vigília em memória das vítimas de um dos ataques a tiros mais graves já registrados no país.

Ao fim da cerimônia, sob temperaturas baixas, participantes deixaram velas acesas ao pé de uma grande árvore onde estavam expostas fotografias das vítimas. Muitos choravam. Uma adolescente repetia “não é justo” enquanto acompanhava o momento de silêncio coletivo.

A polícia identificou a autora do ataque como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, uma mulher transgênero. Segundo as autoridades, ela matou a mãe e o meio-irmão em uma residência antes de seguir para a escola secundária da cidade, onde outras seis pessoas morreram. Após o ataque, ela tirou a própria vida.

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Mais de 20 pessoas ficaram feridas, algumas em estado crítico. A motivação do crime ainda não foi determinada.Durante a vigília, o prefeito de Tumbler Ridge, Darryl Krakowka, afirmou que a comunidade — com cerca de 2,4 mil habitantes — precisa permanecer unida diante da tragédia. “Somos como uma grande família. Se você precisa de um abraço, estenda a mão. Aproxime-se do seu vizinho”, disse.

Ataques a tiros em escolas são relativamente raros no Canadá, especialmente quando comparados aos registrados nos Estados Unidos. Ainda assim, o episódio está entre os mais violentos da história recente do país, depois do atentado de 2020 na Nova Escócia, que deixou 22 mortos e levou à proibição de fuzis de assalto.

“Escolas deveriam ser seguras”

Moradores também expressaram preocupação com a segurança em ambientes escolares.“Escolas deveriam ser seguras”, afirmou Gigi Rejano, funcionária de um restaurante local, que defendeu maior controle de acesso nas unidades de ensino.“É o lugar onde as crianças deveriam aprender, estar protegidas, conviver com os colegas e crescer”, disse.

O prefeito alertou que a cidade mineradora, situada ao pé das Montanhas Rochosas, pode levar anos para superar o trauma. “Estamos aqui para apoiar essas famílias, para sempre”, declarou.

Kevin Matthews, aposentado que vive na cidade há mais de duas décadas, afirmou que a tragédia atingiu praticamente toda a comunidade. “Quase todos conheciam alguém entre as vítimas. O caminho agora é apoiar as famílias enlutadas”, disse.

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