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Alemanha defende que países europeus precisam assumir um papel mais ativo na própria segurança

A afirmação é do ministro da Defesa, Boris Pistorius, e ocorre após o anúncio de que os Estados Unidos pretendem retirar cerca de 5 mil soldados do continente europeu

O Liberal
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O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou neste sábado (2) que os países europeus precisam assumir um papel mais ativo na própria segurança. A afirmação ocorre após o anúncio de que os Estados Unidos pretendem retirar cerca de 5 mil soldados do continente europeu. "A Alemanha está no caminho certo" nesse sentido, afirmou Pistorius, apontando para a expansão das Forças Armadas alemãs, maior e mais rápida aquisição de equipamentos e a construção de infraestrutura.

"Era previsível que os EUA retirassem tropas da Europa, incluindo da Alemanha", disse ele, ainda segundo o G1. A Otan afirmou neste sábado estar trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes da decisão americana de reduzir o contingente de tropas na Alemanha, segundo a porta-voz da aliança, Allison Hart.

"Estamos trabalhando com os EUA para entender os detalhes da decisão sobre a presença de forças na Alemanha. Esse ajuste ressalta a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade por nossa segurança compartilhada - algo em que já vemos progresso desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na cúpula da OTAN em Haia no ano passado", escreveu Hart no X.

"Continuamos confiantes em nossa capacidade de garantir a dissuasão e a defesa à medida que esse movimento em direção a uma Europa mais forte dentro de uma OTAN mais forte avança", acrescentou.

Retirada

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (1º) que vão retirar 5 mil soldados da Alemanha. O movimento é visto como uma forma de punir Berlim diante de uma crise diplomática entre os dois países. Na segunda-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os iranianos estavam "humilhando" os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.

Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava "indo mal". Depois, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão. A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo. O país funciona como um centro estratégico de treinamento para os norte-americanos.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse nesta sexta-feira que o processo de retirada dos 5 mil soldados do território alemão deve ser concluído em até 12 meses. Um alto funcionário do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato, disse à agência Reuters que uma brigada de combate será retirada do país. Um batalhão de artilharia de longo alcance que deveria ser enviado ainda neste ano não será mais deslocado.

Ainda segundo a autoridade, as medidas são uma resposta às declarações recentes de autoridades alemãs, classificadas como "inapropriadas e pouco úteis". "O presidente está reagindo de forma adequada a esses comentários contraproducentes", comentou.

Segundo a Reuters, a redução deve levar o número de tropas dos EUA na Europa de volta a níveis próximos aos de antes de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a um reforço militar ordenado pelo então presidente Joe Biden. Na quinta-feira (30), Trump confirmou que pretendia retirar tropas da Alemanha e afirmou que pode fazer o mesmo com Espanha e Itália. “Provavelmente vou fazer isso. A Itália não tem ajudado em nada e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível”, afirmou.

A Alemanha está entre os países da Otan que autorizaram o uso de bases militares para ataques contra o Irã — decisão elogiada por Trump. No início de março, durante visita de Merz à Casa Branca, o presidente disse que o país era um parceiro útil.

 

 

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