SEX · 02 OUT 2026Assine

FUTEBOL

SAF: Após reunião, Condel do Remo cria comissão para estudos da Sociedade Anônima do Futebol

Presidente do Condel, Milton Campos, conversou com a equipe de O Liberal e falou sobre a reunião que ocorreu na Sede do Remo e como o clube busca informações sobre o modelo da SAF

Fabio Will

13 de março de 2022 às 10:00

Leão Azul terá pela frente o Caeté, no Baenão

Leão Azul terá pela frente o Caeté, no Baenão ( Foto: Thiago Gomes / O Liberal )

O Remo deu início aos estudos da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) nos últimos meses. A diretoria azulina contratou uma empresa para realizar um estudo do clube e onde ele se encaixa nesse contexto, com o avanço de agremiações neste sentido no Brasil. Atualmente o Cruzeiro-MG e o Botafogo-RJ aderiram à SAF, o Vasco da Gama-RJ está indo pelo mesmo caminho e está nos transmites finais para também aderir. Com isso o Remo formou uma comissão para estudar essa possibilidade, com os prós e os contra de um negócio neste sentido.

VEJA MAIS

Bentes contrata consultoria para calcular 'preço' do Remo e estuda possibilidade de SAF Presidente do Leão diz que criação de clube-empresa é o futuro do futebol.

SAF avança no Remo, e Condel convoca reunião para debater Sociedade Anônima do Futebol Em entrevista a Oliberal.com, presidente Fábio Bentes explica que ação faz parte do estudo do clube sobre a SAF e que reunião servirá para começar a 'formar opinião'

SAF: modelo de gestão de clubes é apresentado aos conselheiros do Remo; entenda Membros do Condel azulino participaram de palestra do executivo Rafael Lacerda, da Universidade do Futebol, para entender novo modelo que pode aportar no Leão Azul

Na última quarta-feira (9), conselheiros do Leão estiveram reunidos na Sede do Remo para ouvir e tirar dúvidas sobre a SAF, que contou com o executivo da Universidade do Futebol, Rafael Lacerda. O presidente do Condel azulino, Milton Campos, esteve à frente da reunião e opinou sobre o assunto. Para Milton, a SAF em um clube como o Remo requer cuidados e que um próximo passo pode ser importante para o futuro do principal esporte da agremiação e cita que a SAF vem para socorrer clubes bastantes endividados.

“Temos que ter muito cuidado com tudo isso. Até o presente momento a lei protege bastante quem está extremamente endividado, mas o Remo não está nesse ponto. Desde 2014 o clube vem ‘fazendo o dever de casa’, com vários presidentes buscando honrar os acordos nas justiça”, disse.

Rafael Lacerda, da Universidade do Futebol, palestrou para os conselheiros azulinos
Rafael Lacerda, da Universidade do Futebol, palestrou para os conselheiros azulinos (Cláudio Pinheiro / O Liberal)

Comissão

Uma comissão foi criada pelo Condel com seis conselheiros, que irão buscar informações, debater sobre o assunto e assim repassar informações, junto com a empresa que o Remo contratou para realizar o estudo do clube.

“Montamos uma comissão para estarmos atentos a todos os movimentos. Não tivemos o contato de nenhum investidor, mas é necessário ter pessoas informadas nesse sentido para repassar esse conhecimento aos outros conselheiros. Vamos atrás de uma outra empresa para realizar outro estudo, para no final termos duas opiniões sobre o Remo e onde ele está inserido”, comentou.

Presidente do Condel, Milton Campos (à esquerda), cita a criação de uma comissão para estudos da SAF no Leão Azul (Fábio Will / OLiberal)
Presidente do Condel, Milton Campos (à esquerda), cita a criação de uma comissão para estudos da SAF no Leão Azul (Fábio Will / OLiberal)

Nomes

A comissão que ficará à frente terá como representantes os conselheiros Iverson Braga, Nelson Simas, Marco Lobato, Marco Antônio Cardoso e Antônio Carlos Júnior. Milton Campos informa que é uma possível venda do Remo para que o futebol seja transformado em SAF é algo embrionário, mas que se faz necessário.

“Temos a oportunidade de estudar, ter tempo para pensar e buscar conhecimento. Ter noções, estudado essa situação da SAF, acaba te colocando em alerta, caso chegue algum investidor”, disse.

O que é SAF?

Criada pela Lei 14.193/2021 permite que o clube de futebol se transforme em uma empresa, mas não é obrigatória. A SAF consiste na transformação dos clubes em empresas que participam de torneios profissionais com fins lucrativos e agregam em sua gestão uma tributação mais vantajosa, o que a difere da sociedade anônima, limitada ou clube-empresa, por exemplo.

Mudanças no uniforme, cor, escudos, nome e hino só poderão ser realizadas em comum acordo.

A SAF visa apenas o departamento de futebol, que se desvincula do clube (associados) e ela passaria a ser a responsável por contratações, salários, acordos, sem que afetem o clube.