Osorio cita Sérgio Ramos e Thuram, rebate críticas e banca escolhas após empate do Remo

Técnico colombiano cita referências históricas de zagueiros atuando nas laterais e pede compreensão da torcida do Leão após jogo eletrizante contra o Internacional

Igor Wilson

Após o empate com o Inter em jogo eletrizante no Mangueirão, o técnico Juan Carlos Osorio saiu em defesa de suas escolhas e adotou um tom firme na entrevista coletiva. Alvo de críticas de parte da torcida, principalmente pelo uso recorrente de zagueiros atuando pelas laterais, o treinador afirmou que não enxerga a opção como improvisação e citou exemplos históricos para sustentar sua leitura tática. Segundo Osorio, em uma linha de quatro defensores, nem sempre os jogadores de lado precisam ser laterais de origem.

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"Historicamente, o Brasil mostrou ao mundo laterais ofensivos, e eu concordo com isso. Mas no futebol mundial, os jogadores por fora não são necessariamente laterais ofensivos. A Espanha campeã do mundo jogou com Sérgio Ramos como lateral marcador. Antes, a França campeã em 1998 tinha Thuram, um zagueiro, jogando por fora", argumentou.

Questionado sobre os espaços concedidos pela defesa azulina ao longo da Série A, Osorio se mostrou incomodado. De forma exaltada, afirmou que é impossível propor um jogo ofensivo sem assumir riscos defensivos. O treinador também reconheceu problemas recorrentes nas bolas aéreas e assumiu a responsabilidade pelos gols sofridos nesse tipo de jogada, explicando a escolha por sistemas com mais zagueiros.

"É impossível jogar para atacar e não deixar espaços lá atrás, é impossível. Não existe uma equipe que jogue no ataque e não deixe espaços lá atrás (...) Hoje tivemos sete chances claras. Ofensivamente, o time está muito bom, agora precisamos encontrar equilíbrio", disse.

O treinador também confirmou, de forma indireta, a saída do lateral-esquerdo Sávio, que não vinha sendo utilizado. Segundo Osorio, a decisão não passa por questões técnicas, mas disciplinares. Ele explicou que prefere atletas totalmente comprometidos com o projeto do clube, o que justificaria a utilização de nomes como Kayky Almeida e Léo Andrade fora de posição — Kayky, inclusive, deixou o jogo lesionado após uma tentativa de cruzamento.

"Sávio é muito bom jogador, mas indisciplinado. No meu time não quero jogadores indisciplinados. Quero atletas comprometidos com o Remo. Desejo boa sorte, porque ele joga muito bem, mas não concordo com jogadores que não estejam 100% comprometidos", afirmou.

Por fim, Osorio pediu compreensão da torcida e reforçou o contexto da equipe na competição. Segundo ele, o Clube do Remo vive um momento histórico ao competir de igual para igual com equipes tradicionais da elite nacional, após mais de três décadas longe da Série A.

"Nosso time, pela primeira vez em 32 anos, joga de igual para igual com Atlético-MG, Internacional. É o Campeonato Brasileiro, que para mim está no mesmo nível da Premier League", concluiu.

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