Famílias fazem vaquinha para futsal do Remo disputar Supercopa América em Santa Catarina

Competição está marcada para ocorrer de 23 a 27 de julho, em Balneário Camboriú (SC), com equipes de todo o Brasil

Carlos Fellip e Fábio Will

Campeão em 2015 nas categorias sub-13 e sub-15 ainda sob o comando de João Neto - o Netão -, o futsal do Remo tem novamente a oportunidade de disputar a Supercopa América de Futsal, marcada para julho, entre os dias 23 e 27, em Balneário Camboriú (SC). Para isso, porém, um custo alto precisa ser quitado e os próprios pais dos atletas estão fazendo uma "vaquinha" para pagá-los.

Quem subiu a rampa do lado A do Mangueirão no primeiro jogo da final do campeonato paraense de futebol, entre Independente e Remo, viu a família do pequeno Michel com cartazes e caixinhas para pedir coleta para pagar taxa de inscrição, viagem, hospedagem e alimentação da equipe sub-11 na competição, como contou a mãe do pequeno Michel, Sharlene Gonçalves:

"Nossa dificuldade é principalmente a hospedagem e a passagem. Por pessoa, temos que pagar R$ 910 para hospedagem e alimentação. Como vamos eu e o Michel, vaii dar R$ 1.820. A passagem é cara também e, como o Remo não nos ajuda, temos que nos virar de alguma forma", disse. 

A taxa de inscrição por equipe é de R$ 800 e a cota fixa da organização do torneio, que compreende hospedagem e alimentação, é de R$ 910. Uma passagem aérea de ida e volta de Belém para Balneário Camboriú (SC) tem preço sazonal. Os valores giram em torno de R$ 300 a R$ 1.500.

O REMO

Em contato com a reportagem de O LIBERAL, o diretor do futsal do Remo, Carlos Rezende, explicou que a Supercopa América de futsal é de iniciativa privada e, como não tem participação de federações e nem da confederação, o clube não tem incentivo para participar.

"Qualquer clube ou escola que queira participar da Supercopa América só precisa pagar a taxa de inscrição e arcar com as próprias despesas. Todos os anos foram assim, inclusive quando fomos campeões. Os pais acabam se unindo para financiar tudo isto", contou Rezende, que adiantou: "Outros clubes do Pará estão buscando soluções para participar da competição, como Paysandu, Tuna e alguns colégios".

Remo
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