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Zé Welison admite falta de entrosamento no Remo: 'Não é fácil'

Volante diz que elenco ainda “está se conhecendo”, cita pouco tempo de treino e avalia que dificuldades do início da temporada passam pela divisão do grupo e pelo calendário apertado.

Igor Wilson

Mesmo sob vaias da torcida, o Remo garantiu classificação às quartas de final do Campeonato Paraense ao empatar em 1 a 1 com o Amazônia Independente, na noite de domingo, pela última rodada da primeira fase. A equipe azulina terminou a etapa inicial na quinta colocação e agora terá pela frente o Águia de Marabá, em jogo único, no estádio Zinho de Oliveira. 

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Nesta segunda-feira (16), o volante Zé Welison destacou as dificuldades enfrentadas por um time formado majoritariamente por atletas que ainda buscam entrosamento. Segundo ele, a divisão do elenco entre Campeonato Brasileiro e Parazão tem impactado diretamente o rendimento coletivo de um time que ainda está buscando se conhecer. 

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“O jogo foi difícil. A gente estava procurando se entrosar o máximo possível. Cheguei há pouco tempo, estou conhecendo meus companheiros agora. Nunca fizemos uma partida juntos, nem amistoso, então não é fácil. Precisamos nos conhecer o mais rápido possível para dar alegria ao torcedor”, afirmou. 

O jogador explicou que o Remo trabalha atualmente com dois grupos distintos, o que dificulta a repetição de escalações e a consolidação de uma ideia de jogo. “São duas equipes, um elenco grande, com quase 40 atletas. Uma equipe está focada no Brasileiro e outra no Parazão. Ontem foi mais uma formação diferente. Nunca tinha jogado com alguns companheiros. A equipe do Brasileiro está um pouco mais entrosada por ter feito mais jogos juntos”, disse. 

Com calendário apertado e pouco tempo para treinamentos, Zé Welison ressaltou que o grupo tenta absorver as orientações da comissão técnica principalmente por meio de vídeos e análise de imagens, mas que é preciso tempo para extrair o melhor futebol do time. 

“Não é mágica, não é da noite para o dia. O futebol pede resultado, mas o processo leva tempo. Muitos jogadores nem treinam, fazem só recuperação. Isso dificulta colocar em prática tudo o que o professor pede”, explicou. 

Sobre a decisão em Marabá, o volante reconheceu o impacto da logística e do mando de campo adversário, mas afirmou que o elenco precisa responder dentro de campo. “Infelizmente não conseguimos a vantagem de decidir em casa, o que dificulta nossa trajetória. Mas é o que temos. Agora é levantar a cabeça, treinar nesses dias, ajustar o que for preciso e competir para buscar a classificação”, concluiu. 

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