Osorio promete definir “time A” e “time B” do Remo após o clássico contra o Paysandu
Treinador colombiano diz que Estadual serve como laboratório, afirma que decisões sobre o elenco serão tomadas após o clássico contra o Paysandu e projeta semana cheia de jogos para o Leão
O técnico Juan Carlos Osorio deixou claro que o início de temporada do Remo será marcado por avaliações constantes do elenco. Após o empate sem gols com o São Francisco, neste sábado, pelo Campeonato Paraense, o treinador colombiano reforçou que o Estadual tem servido como laboratório para testar jogadores e definir, de forma objetiva, dois grupos distintos no clube: um voltado ao Campeonato Brasileiro e outro ao Parazão. Segundo ele, decisões sobre o destino de alguns atletas serão tomadas após o clássico contra o Paysandu, marcado para o dia 8 de fevereiro.
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Antes da partida, em entrevista à TV Cultura, Osorio já havia antecipado a proposta. Para o treinador, o jogo em Belterra era uma oportunidade clara para atletas menos utilizados mostrarem que podem brigar por espaço na “primeira equipe”, como ele próprio classificou o time destinado à Série A.
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“Hoje é uma oportunidade para outros atletas nossos, em suas posições normais de jogo. Acho que é uma boa oportunidade para competir por uma vaga na primeira equipe”, afirmou.
A escalação reforçou esse discurso. Jogadores que terminaram 2025 com boa avaliação interna, como os meio-campistas Cantillo e Panagiotis, além do atacante Eduardo Melo, começaram como titulares, mas já haviam sido sinalizados pelo treinador como nomes sem vaga garantida no time do Brasileirão. A presença deles no Parazão evidencia que Osorio trabalha com critérios de rendimento atual, e não de histórico recente.
Após o empate, o técnico evitou usar o gramado do estádio Dedé Cão como justificativa, mesmo diante das reclamações feitas por atletas, como o atacante Carlinhos, que fez sua estreia pelo clube.
“Enfrentamos uma boa equipe, um bom rival. Era importante dar oportunidade aos nossos atletas. O campo foi igual para ambas as equipes, não há que buscar desculpas nisso. Eles se defenderam muito bem”, declarou.
Osorio voltou a destacar que o momento exige rodagem máxima do elenco, especialmente diante de um calendário apertado.
“Temos que dar minutos a todos os jogadores e, na outra semana, depois do clássico, tomar decisões sobre alguns jogadores”, disse, projetando um período decisivo para o grupo.
A agenda do Remo reforça essa necessidade de gestão. Na quarta-feira (4), o chamado “time A” recebe o Mirassol, às 20h, no Mangueirão, pela segunda rodada do Brasileirão, buscando a primeira vitória após a derrota para o Vitória na estreia. No dia seguinte, quinta-feira (5), o “time B” entra em campo contra o Águia de Marabá, no Baenão, também às 20h, pelo Parazão. No domingo (8), apenas três dias depois, o clube encara o Paysandu, no Mangueirão, pela quarta rodada do Estadual — partida que, segundo o treinador, servirá como marco para definir os rumos do elenco azulino nas duas competições.
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