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'O Brasil inteiro vai ver': jogadores criticam gramado do Mangueirão às vésperas da Série A

Jogadores e dirigentes do Remo apontaram que o campo não permite bom futebol e demonstram preocupação com estreia no estádio pelo Brasileirão, marcada para o dia 4 de fevereiro

Igor Wilson

O gramado do Mangueirão voltou a ser alvo de críticas neste sábado (24), durante a estreia do Remo no Campeonato Paraense. Antes, durante e após a vitória azulina sobre o Bragantino, dirigentes e jogadores foram unânimes ao afirmar que o estado do campo compromete o desempenho técnico das equipes, situação que preocupa ainda mais diante da proximidade da estreia do clube em casa pela Série A do Campeonato Brasileiro.

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O tema já havia sido levantado na final da Supercopa Grão-Pará, contra o Águia de Marabá, e voltou com força neste sábado. Antes do início da partida, o executivo de futebol do Remo, Marcos Braz, comentou os trabalhos recentes realizados no estádio pelo Governo do Estado, mas reconheceu que parte do gramado não apresenta mais condições de recuperação.

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“A gente não pode querer sair culpando todo mundo. Quando a gente faz uma observação, não é pra culpar ninguém. Existem pessoas responsáveis e a gente vem ajustando. O gramado melhorou um pouquinho, não melhorou muito. Nas últimas 72 horas não choveu, a gente fez o que podia. Agora acho que tem muitos pontos que infelizmente o gramado não vai conseguir recuperação, vai ser preciso trocar. Eu queria ser inocente e dizer que dá pra recuperar, mas, pela minha experiência, acho que morreu já”, afirmou Braz.

Durante o intervalo da partida, o atacante Eduardo Melo, autor do gol de empate do Remo, também destacou a dificuldade para jogar no Mangueirão. Em entrevista à TV Cultura, ele apontou que o estado do campo interfere diretamente na tomada de decisões dentro de campo.

“Estamos tentando, mas está difícil. O campo também não está ajudando a gente. A gente tem que tentar mais de fora da área, pra pegar o goleiro desprevenido, porque desse jeito que está o gramado, não dá pra jogar”, disse o atacante.

Após o apito final, o discurso ganhou tom ainda mais direto com Yago Pikachu, autor do gol da virada. O jogador chamou atenção para o fato de que, em poucos dias, o Mangueirão será palco de um jogo do Brasileirão, com visibilidade nacional.

“Não tem condições de jogar no Mangueirão. Daqui a uma semana vamos jogar pelo Brasileirão, o Brasil inteiro vai ver que não tem condições nenhuma de jogar aqui”, afirmou Pikachu.

O Remo tem estreia marcada no Mangueirão pela Série A no dia 4 de fevereiro, contra o Mirassol, pela segunda rodada da competição (a primeira rodada será contra o Vitória, quarta-feira, em Salvador). Até lá, o clube e as autoridades responsáveis pelo estádio terão pouco tempo para buscar soluções em um gramado que, segundo avaliação interna, já apresenta áreas comprometidas de forma definitiva.

A situação do campo passa a ser tratada como prioridade nos bastidores, não apenas pelo impacto técnico, mas também pela exposição que o estádio terá com o retorno do futebol paraense à elite nacional.