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Márcio Tuma critica arbitragem após derrota para o Brusque: 'Isso não é desculpa'

Presidente do Paysandu não poupou palavras ao time de arbitragem após as decisões tomadas no jogo

Junior Cunha
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A derrota na estreia do quadrangular rendeu críticas do presidente do Paysandu, Márcio Tuma, na saída do gramado do Estádio do Mangueirão. Sem ignorar os erros cometidos pela equipe bicolor durante os 90 minutos, o dirigente teve como foco principal a atuação da equipe de arbitragem, comandada pelo carioca Pierry Dias dos Santos. 

De forma bem prática, Márcio Tuma garantiu que a queixa contra o árbitro "não é uma desculpa" pelo resultado em campo. No entanto, o presidente do Paysandu contestou a forma como a partida foi conduzida no apito, ao qual ele classificou como "uma vergonha". 

"Agora estamos em um tiro curto e o que vimos aqui foi uma vergonha. No primeiro jogo com o Brusque (na primeira fase da Série C) fomos prejudicados (pela arbitragem). Não vou usar outro termo. Tivemos um gol do Ítalo legal que foi invalidado e outros lances que foram questionados. Fizemos uma representação junto a comissão de arbitragem (da CBF). Nada aconteceu. Tivemos uma resposta de que os lances haviam sido bem marcados. E hoje novamente contra o Brusque vimos um árbitro que não deixou jogar, que nos primeiros minutos de cera clara do adversário não puniu. Isso não é desculpa", disse. 

Márcio Tuma ressaltou ainda os inúmeros cartões amarelos dados ao Paysandu durante a partida. Ao todo, nove cartões foram dados em 90 minutos, sendo cinco para os jogadores bicolores. Na análise do dirigente, a falta de punição para as ceras, que teriam sido feitas pelos atletas do Brusque atrapalharam no andamento da partida, principalmente em relação ao tempo adicional ao final de cada etapa do jogo.

"Cada falta, cada lateral (marcado) você vê a cera da equipe adversária que não é punida. Pelo contrário, para os nossos atletas é cartão amarelo. A cera não é punida. Não tivemos nenhum lance capital hoje, mas tivemos a insistência (de cera). Tivemos acréscimos incompatíveis com o tempo de jogo parado. Isso não podemos aceitar".

Reclamação formal

O presidente do Paysandu revelou ainda que o clube vai acionar a Federação Paraense de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra o árbitro carioca Pierry Dias dos Santos.

Segundo Márcio Tuma, a arbitragem "não deixou" o Paysandu jogar e também não compensou a minutagem nos acréscimos. Além disso, ele espera que haja uma "parceria" do presidente da FPF e vice da CBF, Ricardo Gluck Paul, na queixa que será enviada às entidades.

"Vamos oficiar à Federação Paraense, à CBF. Contamos muito com a parceria do nosso presidente Ricardo Gluck Paul, que é incansável nessa luta. Tivemos ontem um lance polêmico no jogo do rival (Remo contra o Flamengo). Tivemos hoje um juiz que não deixou jogar, que deu pausa com a temperatura agradável e isso não é descontado no tempo final. Paramos mais de 10 minutos para ter um acréscimo de sete (minutos). Aqui não tem ninguém fazendo nada de errado. Fazemos tudo para dar certo. Não aceitaremos e contamos com a parceria da Federação e CBF para não acontecer o que aconteceu com o Paysandu", finalizou.

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