Com ataque mortal, Paysandu goleava por 6 x 2 equipe paraguaia pela Libertadores

Papão foi a sensação do torneio continental em 2003

Fabio Will

O ano de 2003 foi mágico para o Paysandu. A equipe paraense disputou pela primeira e única vez a Copa Libertadores. O Papão garantiu a vaga por ter conquistado o título da Copa dos Campeões, um ano antes. Para quem pensou que o clube seria um ‘saco de pancadas’ na competição, acabou vendo uma equipe impiedosa e mortal com os atacantes Iarley, Vélber e Robgol.

Há exatos 17 anos, o Papão fazia história no Paraguai goleando por 6 a 2 uma das equipes mais tradicionais do país. O Paysandu estava no grupo 2, ao lado de Universidad Católica (CHI), Sportig Cristal (PER) e Cerro Porteño (PAR). O Bicola garantiu a primeira colocação no grupo fora de casa e de forma arrasadora. Com gols de Vélber, Iarley e Robgol (cada um marcando duas vezes), o clube paraense selou a ponta da classificação e apenas cumpriu tabela contra a Universidad Católica.

A equipe de OLiberal conversou com Lecheva, que esteve em campo defendendo o Paysandu contra o Cerro. Hoje treinador do Amazonas-AM, o ex-jogador comentou sobre a goleada e disse que a base montada pelo clube foi o segredo do sucesso.

“O Paysandu viveu três anos de sonho, um momento de soberania, ótimos resultados e principalmente conquistas. Tivemos uma pessoa importante, o técnico Givanildo, que deu início aos grandes feitos do clube e depois a manutenção da equipe, que não diferenciava adversários. Jogávamos da mesma forma atuando no Paraense, Brasileiro ou Libertadores”, disse.

ASSISTA AOS GOLS DA PARTIDA

O ex-jogador bicolor revelou que os jogadores não tinham noção do que havia ocorrido no Paraguai, que só após uns dias a “ficha caiu” e tiveram a dimensão do feito diante do Cerro Porteño.

“Após o jogo eu lembro que os jogadores comemoraram normalmente. Ficamos até conversando sobre a partida, que não podíamos perder chances e que a goleada poderia ser maior. Depois que chegamos a Belém, já com o primeiro lugar, é que fomos analisar o que tinha realmente ocorrido, todos falando da partida, ainda mais em cima do Cerro Porteño, equipe tradicional, que sempre disputa a Libertadores”, falou.

FICA A SAUDADE

Lecheva lembrou que por alguns anos reunia com ex-jogadores que atuaram em 2003 para assistir aos jogos. Para o treinador, o legado deixado no Paysandu como atleta é imensurável.

“Depois de alguns anos, reuníamos Robgol, Sandro, Jobson, para assistirmos vídeos desse momento no Paysandu. Manifestações comemorações de torcida e isso não tem preço. É um orgulho muito grande de ter feito parte da história de um clube com a grandeza do Paysandu, ser parado na rua pelo torcedor, eles te marcando em vídeos no Instagram, no Facebook. Isso mostra o quanto fomos importantes para o clube”, comentou.

O MELHOR APROVEITAMENTO

Depois de 17 anos da única participação do Paysandu na Libertadores, o clube paraense detém a marca de melhor aproveitamento de uma equipe brasileira na competição com 70,83%. O Papão foi eliminado da Liberta pelo Boca Juniors (ARG), nas oitavas de final.

Paysandu
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