Roger Aguilera, Matheus Nogueira e outros: confira a lista de credores do Paysandu
Em recuperação judicial, Papão tem mais de R$ 70 milhões de dívidas
O Paysandu entrou em recuperação judicial, deferida pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Conforme o processo, o Papão deve mais de R$ 16 milhões em ações trabalhistas, mas, além disso, o clube também possui outros débitos que, no total, somam mais de R$ 71 milhões.
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O Núcleo de Esportes de O Liberal teve acesso à relação de credores concursais e extraconcursais. No documento, nomes como os dos ex-jogadores do clube Matheus Nogueira, Maurício Garcez, Maurício Antônio, Marcelinho e Marlon aparecem na lista.
Juntos, os jogadores cobram mais de R$ 1 milhão do clube em dívidas trabalhistas. O maior valor entre os atletas é do goleiro Matheus Nogueira, que atuou no Papão por três temporadas, entre 2023 e 2025. O arqueiro cobra R$ 386.236,10. Nogueira deixou o Bicola após o rebaixamento para a Série C no último ano e foi emprestado ao São Bernardo-SP.
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Destaque do Paysandu na Série B de 2025, Maurício Garcez, que atualmente defende a Chapecoense-SC, tem um total de R$ 266.546,08 a receber. Já Marlon pede R$ 180 mil, enquanto Maurício Antônio R$ 88.658,38 e Marcelinho R$ 119.999,98.
Além dos ex-jogadores, a lista também tem nomes que ainda atuam pelo clube bicolor, como Edílson e o goleiro Gabriel Mesquita. Conforme consta no documento, o lateral cobra R$ 117 mil por questões trabalhistas, que podem envolver atraso de salário, FGTS e outros. Já a dívida com o goleiro do Bicola é de R$ 102.511,40.
Ex-presidente também na lista
O ex-presidente da equipe, Roger Aguilera, também está na lista de credores do Paysandu. De acordo com o documento, o empresário possui um crédito com o clube no valor de R$ 12,371 milhões, proveniente de empréstimos e mútuos.
Diferentemente de outros nomes na lista, que possuem créditos de natureza trabalhista (como os jogadores, comissão técnica e outros), o valor devido a Roger Aguilera é classificado como quirografário, ou seja, é uma dívida comum, sem garantias reais, originada por aportes financeiros (empréstimos) feitos ao clube.
Outros nomes
O Paysandu também possui débitos com o ex-executivo de futebol Carlos Frontini. A dívida é de R$ 115 mil. Outro nome que aparece é o do ex-treinador Luizinho Lopes, que esteve à frente do Papão no primeiro semestre de 2025. O técnico possui um crédito de R$ 304 mil, também originado de acordo extrajudicial.
Márcio Fernandes, também ex-técnico do Bicola, também tem valores a receber. O montante é de R$ 80.000,00.
Dívidas
O documento tem uma lista com 126 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas, aos quais o Papão deve. A dívida mais alta do clube é com a União: são mais de R$ 50 milhões. Além disso, o Bicola deve ao município (R$ 3.445.190,02) e ao Estado (R$ 1.474.954,27).
Stay Period
Com a recuperação judicial deferida, todas as ações e execuções de dívidas contra o Paysandu ficam suspensas por período determinado, conhecido como “stay period” (180 dias). Durante esse intervalo, o clube deverá apresentar, no prazo de até 60 dias, um plano detalhado de pagamento aos credores.
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