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Ricardo Gluck Paul fala sobre projeto de torneio internacional ligado à Copa Verde

Presidente da FPF e vice-presidente da CBF afirmou que a entidade estuda a criação de uma competição entre países da Amazônia, mas proposta ainda está em fase inicial

O Liberal

A Copa Verde estreou um novo formato em 2026, que deve se estender para o próximo ano após um período de instabilidade e falta de atratividade para os clubes. Embora não tenha a tão falada vaga na Copa Sul-Americana, concedida nas duas primeiras edições, o torneio pode garantir participação em outra competição internacional.

Segundo o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda a criação de uma nova competição envolvendo os países em que a Floresta Amazônica está presente. Esse torneio estaria ligado à Copa Verde. No entanto, o dirigente ressaltou que a ideia ainda está em fase inicial e não há nada definido.

"Existe, sim, uma possibilidade de uma nova competição. Isso é um estudo que a CBF tem feito. É algo interno, não tem efeito para essa competição atual, nada para agora, não envolve nada com a Sul-Americana porque é da Conmebol para clubes da Série A. Existe uma possibilidade de criar uma competição com os países amazônicos para ter um 'Sul-Americano Amazônico'. Mas isso é uma ideia, está nesse campo ainda", destacou Gluck Paul, que também é vice-presidente da CBF, em entrevista para o repórter Michel Anderson, da Rádio Liberal+.

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A Floresta Amazônica está presente em oito países, além do Brasil: Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa. O campeão da Copa Verde poderia ser o representante brasileiro na disputa, mas, conforme destacou o dirigente, ainda não há definição sobre formato e outros detalhes importantes para a criação do torneio.

Nas duas primeiras edições, a Copa Verde garantiu vaga na Sul-Americana. Brasília e Cuiabá, campeões em 2014 e 2015, disputaram a competição. Já nos anos seguintes, a premiação foi retirada e, nos últimos anos, o torneio passou por instabilidades, com clubes reclamando da falta de atrativos. Por isso, neste ano, a CBF apresentou um novo formato, com o retorno da Copa Norte e a criação da Copa Centro-Oeste, na expectativa de valorizar o produto, o que deu certo, conforme avaliou Ricardo Gluck Paul.

"A Copa Norte é vista pela CBF como um sucesso. A gente hoje teve até a transmissão negociada, coisa que não tinha. Você vê pelas placas que estão aqui também. Para a CBF, essa competição ainda não é superavitária, é deficitária, mas a CBF cobre isso pelo fomento ao futebol", apontou o presidente da FPF.

Ainda sobre a criação de novas competições, o vice-presidente da CBF falou sobre o retorno da Copa dos Campeões, que fez sucesso no início dos anos 2000. Segundo ele, o maior problema é o calendário do futebol brasileiro, que já é bastante apertado.

"Com relação à possibilidade de haver uma Copa dos Campeões, a gente volta para o problema do calendário. Você teria que arrumar pelo menos mais duas ou três datas. Acho que com duas datas dava para fazer. Você tem quatro campeões regionais, faria duas semifinais e uma final. Isso sendo em jogo único. Mas eu acho que seria legal, uma competição para unificar os regionais", finalizou.

O Paysandu foi o grande campeão da edição de 2026 da Copa Norte e Verde. O Bicola ampliou a seu recorde e tem seis taças da competição.