Paysandu já utilizou um time inteiro de jogadores da categoria de base neste Parazão
Papão vem dando chances para a molecada, que tem correspondido em campo
O Paysandu vive um momento de reconstrução no departamento de futebol. O clube, que por muito tempo não utilizava atletas oriundos da base, vem dando chances para a molecada no time de cima. Nessa primeira fase do Parazão 2026, o clube alviceleste utilizou um time inteiro de jogadores das categorias de base.
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A montagem do elenco bicolor, em meio às dificuldades de contratações e também ao momento de reconstrução do clube, que vem de um rebaixamento para a Série C, fez a cúpula bicolor repensar a forma de se fazer futebol nesta temporada. Mais da metade do elenco do Papão é composta por crias do clube.
Em seis jogos na primeira fase do Parazão, o Paysandu utilizou 11 jogadores da base, fechando a primeira fase na 3ª posição e classificado para as quartas de final. Alguns desses jogadores já tinham estreado pelo clube jogando a Série B de 2025 e conquistaram títulos, como a Copa Verde e a Supercopa Grão Pará, casos dos zagueiros Iarley e Luccão, além do volante Pedro Henrique. Thalyson é mais um que jogou na equipe profissional e foi campeão da Supercopa Grão Pará.
O presidente do Papão, Márcio Tuma, em entrevista ao site oficial do clube, falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido no Paysandu e possui convicção de que o clube bicolor irá formar atletas que possam dar retorno ao Papão.
“Nós anunciamos publicamente, em dezembro do ano passado, que a base teria uma atenção especial este ano. E nós estamos seguindo aquilo que foi planejado. Iniciamos a pré-temporada praticamente só com os garotos, para que a comissão técnica pudesse trabalhar e observar cada um deles. Desde então temos oferecido todo o suporte necessário a esses jovens, com concentração integral, controle de alimentação e realinhamento salarial. Temos convicção de que vamos colher bons frutos”, disse.
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Experiente no mercado do futebol, o executivo do clube, Marcelo Sant’Ana, falou do comprometimento dos atletas da base, que possuem personalidade para vestir a camisa do Paysandu, encarando as oportunidades com bastante empenho e dedicação.
“São garotos de personalidade. Aqui nós vemos mais dedicação do que empolgação, apesar da idade deles. É a grande chance da vida de cada um, e é por isso que eles se entregam ao máximo nos treinos e nos jogos. No último jogo, nós tínhamos oito meninos no banco de reservas. Em todas as partidas o professor Júnior Rocha tem utilizado de cinco a seis garotos da base. E eu sempre digo para eles jogarem tranquilos, que a responsabilidade é toda nossa. Sabemos que ainda estamos muito longe daquilo que buscamos, mas esse é o caminho e vamos continuar dando total apoio a eles, dentro e fora de campo”, comentou.
Entre os 16 atletas oriundos da base do clube que hoje estão no elenco profissional, o volante Brian, de 17 anos, é o mais jovem. Os goleiros Levi e Sandro, o lateral-esquerdo Davizinho, o meia colombiano Jhon Echavez e o atacante Miguel Ângelo são os únicos que ainda não estrearam profissionalmente.
O Paysandu está nas quartas de final do Parazão e encara a Tuna Luso Brasileira, no clássico que vale uma vaga nas semifinais da competição. A partida ocorre na próxima quinta-feira (19), às 20h, no Estádio da Curuzu. Quem vencer avança para no Campeonato Paraense. Em caso de empate no tempo normal, a vaga será decidida nas cobranças de pênaltis. A partida terá transmissão lance a lance pelo Portal OLiberal.com e também pela Rádio Liberal +.