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No Abril Azul, Paysandu reforça ações de inclusão e pioneirismo na causa autista

Iniciativas do clube levam acolhimento a torcedores com TEA e ampliam debate sobre inclusão no futebol

O Liberal

Desde 2007, abril é considerado o mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O período simbólico, conhecido como Abril Azul, foi estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para combater o preconceito e promover a inclusão. Aos poucos, o universo do futebol tem se engajado cada vez mais na causa. E, no Pará, o Paysandu se tornou pioneiro no atendimento e acolhimento à torcedores com autismo.

Em 2024, o clube bicolor implantou um camarote sensorial no estádio da Curuzu, voltado para o acolhimento de pessoas com TEA. O espaço foi pensado para oferecer conforto a torcedores com sensibilidade a estímulos como barulho e aglomeração, sem abrir mão da experiência de estar no estádio.

Em entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal, Thalys Cardoso, diretor de responsabilidade social do Paysandu, falou sobre o engajamento do clube na causa e da importância de usar o futebol para ampliar a conscientização sobre o autismo.

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"O Paysandu, de certa forma, lidera esse movimento como o único clube da Região Norte a ter um camarote sensorial em estádio próprio, garantindo que o torcedor TEA viva a paixão pelo clube com o conforto e o respeito necessários. Mais do que campanhas de conscientização, o Papão integra a causa TEA ao seu DNA por meio de ações contínuas de apoio e acolhimento. Para nós, incluir é entender que o estádio deve ser a casa de todos, reafirmando que a grandeza do nosso clube é acolher todos", afirmou o diretor.

Além da estrutura, o clube também garante suporte especializado durante as partidas. Em todos os jogos, as famílias contam com o acompanhamento de duas psicólogas, disponibilizadas pela SESPA. Segundo Thalys, o retorno tem sido positivo.

"Buscamos sempre estar conversando e em contato com famílias que já frequentaram e frequentam o camarote sensorial. Até os dias de hoje, tem sido um retorno muito positivo, e seguimos escutando familiares e até as profissionais da SESPA, buscando melhorias a cada dia", contou.

Durante o Abril Azul, o Paysandu também tem aproveitado para realizar e participar de outras ações. No último domingo (12), por exemplo, contra o Brusque-SC, na segunda rodada da Série C, 11 crianças e adolescentes com TEA entraram em campo com os jogadores. Thalys ainda contou que o clube participa de atividades educativas e de conscientização ao longo do mês.

"A cada dia, nosso intuito é ampliar a divulgação de projetos e ações da diretoria de responsabilidade social do clube e, claro, buscar melhorias em todos os sentidos para que consigamos, a cada dia, tornar nosso estádio um lugar mais acolhedor e acessível para todos e todas", comentou Thalys.

Para além das quatro linhas

O futebol é o esporte mais popular do mundo e, por isso, tem grande potencial de alcance. Quando utilizado para promover causas sociais, o impacto pode ir além das arquibancadas, reforçando a importância de que clubes usem sua influência para conscientizar torcedores.

"O Paysandu transcende o campo de jogo para atuar como uma potência mobilizadora e um catalisador de oportunidades. Entendemos que o nosso papel fundamental é converter a imensa paixão da Fiel em uma ferramenta de impacto real, utilizando a visibilidade da nossa marca para dar voz a pautas importantes da sociedade", concluiu o diretor bicolor.