MP arquiva denúncia contra Paysandu e encerra caso sobre supostas irregularidades financeiras
Ação movida por ex-dirigente apontava falta de transparência e gestão temerária; promotoria não encontrou provas para dar seguimento
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) decidiu arquivar a denúncia que investigava supostas irregularidades financeiras no Paysandu. A decisão, publicada nesta quinta-feira (16), encerra o procedimento instaurado a partir de representação do ex-dirigente Frederico Carvalho, que apontava indícios de gestão temerária no clube.
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De acordo com o MP, não foram encontradas provas suficientes para justificar o avanço das investigações. No documento, a promotoria destacou que “não se extrai prova concreta e individualizada de desvio patrimonial que justifique o prosseguimento autônomo da Notícia de Fato”, além de classificar as alegações como “de caráter opinativo”.
A ação tinha como principal base a suposta ausência de prestação de contas de verbas de patrocínio entre os anos de 2021 e 2024. “Não consta no site do Paysandu Sport Club ou no site da FPF-PA as atas das Assembleias Gerais de Prestações de Contas dos anos de 2021 a 2024”, diz trecho do documento apresentado por Frederico Carvalho ao MP.
Além disso, a denúncia também levantava suspeitas sobre a movimentação de recursos do clube em contas particulares. Segundo o material encaminhado, valores oriundos de patrocínio e do programa Sócio Bicolor teriam sido depositados em conta vinculada ao então diretor financeiro. O denunciante apontava que “não consta nas prestações de contas os valores que o diretor financeiro recebeu em sua conta”, indicando possível inconsistência na transparência financeira.
As acusações se apoiavam em dispositivos da Lei Pelé e da Lei Geral do Esporte, que exigem a publicação de demonstrações contábeis auditadas e a disponibilização dessas informações em meios de acesso público.
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Outro ponto citado na denúncia relacionava a suposta irregularidade a prejuízos esportivos e administrativos, incluindo o transfer ban imposto pela Fifa ao clube em negociação envolvendo o jogador Keffel.
Apesar dos apontamentos, o MP entendeu que não houve comprovação suficiente das irregularidades. A decisão reforça que as alegações não apresentaram elementos concretos que indicassem desvio patrimonial ou ilegalidade na gestão, como frisa o advogado do clube, Mateus Casemiro.
"O clube sempre atuou com transparência e rigor na gestão de seus recursos. As denúncias, desde o início, careciam de fundamento jurídico e probatório. O arquivamento pelo Ministério Público confirma o que a diretoria do Paysandu sempre sustentou."
O clube, por sua vez, registrou o fato em forma de agradecimento. “O Paysandu agradece aos seus torcedores, parceiros e colaboradores pela confiança depositada no trabalho da administração e reafirma seu compromisso com a seriedade institucional, a boa governança e o desenvolvimento do futebol paraense”, destacou o clube.
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