Matheus Capixaba compra briga com Edilson por lateral do Paysandu: “A gente tá aqui pra isso”
Lateral-direito, cria da base bicolor, foi integrado ao elenco profissional e promete chegar não apenas para compor elenco
Com personalidade de quem sabe o tamanho da chance que tem nas mãos, Matheus Capixaba não se esconde. Aos 20 anos, o lateral-direito formado na base do Paysandu deixa claro que chegou ao elenco profissional para disputar espaço — inclusive com um dos nomes mais experientes do grupo. A concorrência é direta com Edilson, jogador com mais de 100 partidas pelo clube e que inicia a quarta temporada seguida vestindo a camisa bicolor.
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“É uma satisfação enorme estar disputando vaga com o Edilson, excelente profissional, mais de cem jogos no Paysandu. Ele vem passando sua experiência pra mim. É uma briga boa. Eu também sou um lateral brigador. A gente vai disputar vaga acirrada. A gente da base está aqui pra isso”, afirmou o jovem, em entrevista após mais um dia de treinos.
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Natural de Augusto Corrêa, no interior do Pará, Capixaba começou no futsal antes de migrar para o futebol de campo. Chegou ao Paysandu aos 17 anos, aprovado em uma peneira… como atacante. E foi nessa função que começou a empilhar conquistas nas categorias de base: títulos do Campeonato Paraense e da Copa do Pará, sempre revezando entre ponta, meia e centroavante.
A mudança de posição veio no Sub-20, quando passou a atuar pela lateral direita — decisão que, segundo ele, foi determinante para alcançar o profissional.
“No Sub-20 passei pra lateral direita, por causa da minha força, explosão, apoio na área. O Nad (treinador da base na época) sempre falava pra eu continuar nessa posição, que eu ia conseguir chegar no profissional. Através dele me mantive”, contou.
O apelido, apesar de enganar, não tem relação com o Esírito Santo. “É por causa dos meus avós, são capixabas, meu avô no caso. A família pegou o nome Capixaba, e pegou em mim também, mas sou paraense”, disse, aos risos.
Virada de chave após ano traumático
Capixaba já estreou no time principal em 2025, mas agora o cenário é outro. O Paysandu vive um processo de reconstrução após a campanha desastrosa da Série B do ano passado, que terminou com o rebaixamento para a Série C. Foram 20 derrotas, 13 empates e apenas cinco vitórias — números que corroeram a credibilidade do clube no mercado e obrigaram a diretoria a reduzir custos.
Com orçamento mais curto e dificuldades para contratar, a aposta recaiu sobre a base. Desde o dia 16 de dezembro, os garotos estão concentrados no hotel Antônio Couceiro, dentro da Curuzu, abrindo mão inclusive das festas de fim de ano para se preparar.
“Já estreei no profissional, agora é a virada de chave, outra história. Foi muito importante. A gente está se preparando da melhor forma, pra quando chegar a oportunidade, a gente estar pronto”, disse o lateral.
Reencontro com a torcida
A primeira prova vem já neste domingo. O Paysandu estreia no Campeonato Paraense contra o São Raimundo, às 17h, na Curuzu. Será o reencontro do time com a torcida após o ano mais duro da década.
“A gente sabe da importância da torcida estar presente. A gente tá com a cabeça fria, mas tem o friozinho na barriga sim. Queremos dar alegria pra eles nesse novo momento bicolor”, finalizou.
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