Júnior Rocha aposta em organização e força coletiva para decisão contra o Remo
Com cinco vitórias em oito jogos no comando do Paysandu, treinador destaca foco no clássico e confiança na base bicolor
Há oito jogos no comando do Paysandu, com cinco vitórias no Campeonato Paraense, o técnico Júnior Rocha chega à decisão estadual com um elenco maduro, que aos poucos vem dando nova cara ao futebol bicolor. Depois do empate no primeiro Re-Pa da temporada, ele terá agora dois confrontos que valem o título.
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Para o treinador, a motivação do elenco é o principal motor para a primeira disputa. “É o jogo que eu menos me preocupo em termos de motivação. Clássico mexe muito com atleta, torcedor e comissão técnica. O atleta já entra em estado de alerta. A atmosfera do Mangueirão, no aquecimento, já faz sentir a energia do nosso torcedor”, afirmou.
Rocha sabe que tem pela frente um desafio de proporções gigantescas, haja vista o tamanho do clássico. Ele reconhece a qualidade do adversário, mas destaca que confronto, historicamente, costuma ser equilibrado e muitas vezes surpreende até os mais pessimistas.
“Clássico sempre se equilibra, independentemente de divisão ou investimento. Nem sempre a equipe tecnicamente melhor vence. A gente sabe da qualidade do adversário, mas temos um grupo muito comprometido com o escudo e com a história do Paysandu. Nunca deixamos de ser competitivos e organizados.”
Desde que assumiu o Papão, o treinador tem insistido num futebol com identidade própria, marca que vem conseguindo construir ao longo dos jogos. “Desde o início do campeonato falamos que seríamos uma equipe organizada e competitiva para igualar forças com qualquer adversário. Trabalhamos todos os dias para evoluir. Vamos para a final sabendo o que fazer com e sem a bola.”
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Hoje o Paysandu tem um elenco reduzido, contando ainda com a presença maciça de jogadores trazidos das categorias de base, que vêm absorvendo de forma positiva o ritmo de trabalho, sobretudo na última semana. “Temos um grupo mais enxuto, com 15 meninos da base treinando conosco. A semana cheia foi importante para recuperar quem vinha jogando e ajustar o que precisava melhorar. Não vejo vantagem ou desvantagem. Para nós foi muito bom descansar e organizar a equipe.”
Aliás, sobre essa junção de experiência e juventude, o treinador se mostra um defensor da formatação futebolística bicolor. “Não é salário, é mente forte. Eles entendem o que é o Paysandu. Com funções bem definidas, sabendo o que fazer, quando e por que fazer, o erro diminui. São atletas com fome de aprender.”
Para Rocha, a decisão, além de tudo o que a cerca nos bastidores, também servirá como parâmetro para medir o nível da equipe na temporada. “Além de valer título, é um jogo que vai mostrar nosso real nível. Vamos enfrentar uma equipe com muitos jogadores acostumados à Série A. Será um grande teste para ver onde estamos", completa.
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