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Atacante fala sobre estreia no Re-Pa um dia após primeiro treino com o Paysandu: 'Honrado'

Apresentado após estrear no clássico, Thayllon destaca a intensidade do Re-Pa, a força do grupo bicolor e mira o acesso na Série C

Igor Wilson

O atacante Thayllon viveu, em poucos dias, uma experiência incomum até para quem está acostumado ao futebol profissional. Anunciado pelo Paysandu, ele desembarcou em Belém na sexta-feira (6), treinou pela primeira vez com o elenco no sábado (7) e, no domingo (8), fez sua estreia justamente no clássico Re-Pa, no Mangueirão, pelo Parazão. Um roteiro acelerado que terminou com empate em 1 a 1 diante do Remo, em um jogo marcado pelo domínio bicolor no primeiro tempo e pela resistência da equipe após a expulsão de um jogador ainda antes do intervalo.

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Apresentado oficialmente nesta segunda-feira (9), Thayllon descreveu a estreia como um misto de surpresa e privilégio. “Foi muito rápido, cheguei na sexta, treinamos no sábado. Fiquei muito feliz em estrear num clássico, todo jogador quer isso, ainda mais como esse, atmosfera incrível, com essa torcida nos apoiando até o final. Fiquei muito honrado”, afirmou. Para o atacante, o peso do Re-Pa foi sentido desde o primeiro contato com o ambiente do estádio. “Nunca tinha vivido essa experiência, achei muito incrível, a torcida nos ajudando do início ao fim.”

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Dentro de campo, o jogador destacou a postura competitiva do Paysandu, especialmente após ficar com um homem a menos por todo o segundo tempo. “Clássico é na raça, foi como a gente foi ontem, com um a menos durante 45 minutos”, resumiu. Ele também valorizou a presença de jovens da base na reta final da partida. “Ontem foi provado tudo isso, o jogo acabou com quatro jogadores da base, isso mostrou o que é o grupo.”

Thayllon reencontra no Paysandu um velho conhecido: o técnico Júnior Rocha, com quem trabalhou na Ferroviária na Série C de 2024, campanha que terminou com o acesso do clube paulista à Série B. “Júnior me ligou perguntando se eu queria vir pra cá. Eu não estava jogando no Atlético, e falei que queria, pô. Paysandu é um time grande, o maior do Norte. Não tem muito o que fazer, eu vim pra cá pra jogar”, contou. Sobre o treinador, foi direto no elogio.

“Eu fiz seis jogos na Série C com ele, que foi o acesso. Acho que ele é um treinador muito bom, e taticamente a gente pode ver que, com um a menos, a gente não sofreu tanto ontem.”

Pertencente ao Atlético-GO, Thayllon retorna à Série C por empréstimo, agora defendendo o Paysandu. No clube goiano, o atacante sofreu uma lesão que o afastou dos gramados por cerca de quatro meses, atuando em apenas duas partidas após a recuperação. Ele garante estar pronto fisicamente para a nova etapa. “Tive uma lesão no final da Série B do ano passado, fiquei de três a quatro meses parado, mas agora estou bem recuperado. Fiz a pré-temporada no Atlético e estou à disposição do Júnior Rocha.”

Sobre o principal objetivo do Paysandu na temporada, o atacante foi cauteloso, mas confiante. “É uma competição muito difícil. Acho que a gente tem que fazer o dever de casa, isso é o mais importante, e acumular pontos fora. Ganhando dentro de casa, acho que a gente consegue a classificação e, se Deus quiser, o acesso pra Série B”, concluiu.

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