Na luta principal, Amanda Lemos encara Marina Rodriguez no UFC e projeta vitória: ‘Sou mais completa’

Paraense encara a gaúcha no UFC Vegas 64, em Las Vegas; vencedora pode ser a próxima desafiante ao cinturão

Aila Beatriz Inete
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Amanda Lemos, vive o seu melhor momento no UFC. Com seis vitórias e apenas duas derrotas na organização, a paraense é cotada como uma possível futura campeã da categoria peso-mosca. Agora, neste sábado (5), no UFC Vegas 64, em Las Vegas (EUA), ela enfrenta a gaúcha Marina Rodriguez na luta principal da noite. 

Em entrevista exclusiva ao Núcleo de Esportes de OLiberal, Amanda falou sobre o combate. Segundo ela, apesar da luta ter sofrido algumas mudanças de datas, ela está tranquila e confiante na vitória. 

“Quando me falaram que não seria em Abu Dhabi [em outubro], que ficaria para duas semanas depois, para mim, foi tranquilo. E essa mudança para a luta principal eu recebi a pouco tempo, mas a gente está treinando muito, eu estava fazendo mais de cinco, seis sparring, então, estou de boa”, disse Amanda. 
 

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Preparação e estratégia 

A última luta de Lemos foi em julho, contra a norte-americana Michelle Waterson. A paraense venceu por finalização no segundo round. Assim, Amanda teve pouco descanso entre um combate e outro. Fez o camp todo em Belém, onde treina normalmente, e disse que está bem preparada para encarar Rodriguez. 

“Eu estou de uma luta para a outra, então, descansei bem pouco e comecei a treinar de novo. Cada adversário é uma coisa diferente, a luta da Marina é diferente da Michelle. Mas eu estou me sentindo super bem e preparada”, garantiu. 

Amanda é muito forte para a categoria, tem mãos pesadas e bom jogo de chão. Com a base no muaythai, a paraense é a terceira atleta da categoria com mais vitórias pela via rápida, nocaute ou finalização, já são quatro até agora. Na carreira, a lutadora tem um cartel com 12 triunfos, duas derrotas e um empate. 

Marina também é uma strike e tem um jogo muito completo. A lutadora é muito forte e resistente, 56% das suas vitórias são por decisão. A única derrota da carreira foi para a atual campeã Carla Esparza, em 2020. São 16 vitórias, um revés e dois empates no total. Mas, a paraense disse que está bem treinada para o jogo da adversária. 

“A Marina tem o strike dela que é nato, eu gosto de lutar também na parte de cima, mas eu acredito que eu sou mais completa do que ela. Então, onde eu jogar, eu acredito que tenho uma vantagem [para vencer]”, afirmou Amanda. 

A paraense ainda ressaltou que tem se aperfeiçoado mais na luta de chão e que o objetivo, logo no início da luta, é neutralizar o jogo de Marina. “E eu acredito que com a estratégia que a gente montou vamos sair com a vitória. Óbvio que eu tenho que ter cuidado porque a Marina é perigosa também. Vamos medir forças e, com certeza, eu vou dar o meu máximo para sair com o braço erguido”, projetou a paraense. 

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Disputa do cinturão

Existe uma expectativa muito grande que a vencedora do combate seja a próxima desafiante do cinturão, que no próximo dia 15 de novembro será disputado entre Carla Esparza e Weili Zhang. Amanda Lemos, é a terceira colocada do ranking da categoria, Marina é a terceira. 

image Paraense é um dos destaques da categoria (Igor Mota / O Liberal)

A paraense esteve muito próxima de uma disputa pelo título este ano, mas acabou perdendo para a ex-campeã da categoria Jéssica Bate-Estaca, apesar disso, a paraense disse que tem evoluído muito e está feliz com o seu momento no UFC. 

“Eu evolui bastante. Eu venho evoluindo a cada luta, treino, então, onde eu vejo que estou com falhas eu treino muito mais.Eu estou muito feliz com o que eu venho fazendo, com a minha evolução, tive um tropeço [ contra a ex-campeã], mas, para mim, foi tranquilo. E quero ter mais força para continuar, treinar mais e ter mais conquistas pela frente”, declarou. 

Amanda também opinou quem ela prefere encarar em uma possível disputa de título. Pelo jogo e por mais chances de espetáculo durante o combate, a paraense gostaria de encarar a chinesa Weili Zhang. 

“A minha preferência é o cinturão, independente de quem seja. Elas têm jogos totalmente diferentes, mas olhando pelo lado do público, acho que uma luta com a Weili Zhang vai ser bem legal”, finalizou a paraense. 

(Aila Beatriz Inete, estagiária, sob supervisão de Pedro Cruz, coordenador do Núcleo de Esportes)

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