Esporte Inclusivo: poderosa ferramenta para pessoas com deficiência; vídeo

Paratletas paraenses já vêm ganhando destaque no cenário nacional, como Bruna Lima (vôlei sentado), Thiego Marques (judô) e Alan Fonteles (atletismo). Projeto forma novos medalhistas

Dinei Souza

Um exemplo de incentivo e inclusão pelo desporto na vida de crianças, jovens e adultos está no esporte inclusivo, que tem como principal característica favorecer todas as pessoas, sem se importar com deficiência, idade ou gênero.

Valdir Aguiar, profissional de Educação Física, atua há cerca de 30 anos garimpando e motivando o nascimento de atletas para o esporte adaptado no estado. Ele lidera um projeto há quase 10 anos com este foco, por meio da Associação Clube Esporte Adaptado (ACEAB).

O projeto, que funciona na sede da Tuna Luso Brasileira, em Belém, atende semanalmente um público variado e com metas bem traçadas. “Hoje nós atendemos 148 pessoas entre crianças, adolescentes e adultos. Nosso objetivo é levar os atletas de ponta para a seleção brasileira”, explica o professor Aguiar.

Algumas modalidades vêm ganhando destaque na cena nacional. Entre elas estão o vôlei sentado, a bocha e o parabadminton: todas foram 1° lugar na última disputa nacional. Porém, como em outros esportes, os investimentos são escassos. “Há falta de um apoio maior. Nós estamos perdendo atletas para São Paulo, Goiânia, Rio e Brasília”, lamenta Valdir.

Mesmo com as dificuldades, os resultados começam a aparecer. Por exemplo, com José Amaral Neto, 18 anos, atleta do futebol PC, que é praticado por atletas com paralisia cerebral, derivado de sequelas de traumatismo crânio-encefálico ou de acidentes vasculares cerebrais.

José faz parte do projeto de Futebol PC (Ivan Duarte/O Liberal)

Neto, como é conhecido no futebol, já está há seis anos no projeto, recentemente foi convocado para seleção brasileira de futebol PC e, no ano que vem, vai disputar os jogos Parapan-Americanos. “Minha vida mudou, viajei para São Paulo várias vezes em vários campeonatos. Minha maior conquista foi a Paralimpíada Escolar”, exalta o atleta.

Outro caso de sucesso é Jenifer Estefani Anterio do Vale, 16 anos, atleta da natação com deficiência intelectual. Em 2019 e 2021 foi 3° lugar nas paralimpíadas escolares em São Paulo e convocada para a seleção brasileira de jovens paralímpicos. “Eu gosto de nadar. Fiz amigos, viajei e ganhei medalhas”, contou à reportagem. 

Ela também dá um show quando o assunto é superação. “Existe preconceito, mas eu não ligo, porque eu gosto do que eu faço e eu pretendo ir mais longe”, fala, orgulhosa.

A ACEAB também oferta outras modalidades, tais como tênis de mesa, esgrima, atletismo, futebol de amputado, entre outros. A expectativa é de que, em alguns anos, novas promessas do esporte paralímpico paraense possam vingar com o mínimo de estrutura e incentivo necessários.

 

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