Escolinha de futebol MF-10 cria projeto de inclusão social de paratletas de futsal

Com aulas grátis, Magrão, instrutor, promove interação social entre crianças e adolescentes especiais

Braz Chucre

Há cinco anos Márcio Luiz [Magrão], técnico e instrutor de escolinha de futsal teve a feliz ideia de criar Projeto Incluir, que seria uma extensão Escolinha de Futebol MF-10, de Santa Izabel, cerca de 30 km da capital Belém-PA.

O diferencial no projeto está no seu funcionamento. Ele é exclusivo para crianças especiais e dependentes de atendimento

Magrão, 35, usa o futsal como ferramenta de inclusão social para mais de 20 atletas com necessidades especiais variadas e que comungam às atividades esportivas com os atletas considerados normais.

“É um acompanhamento físico, esportivo e pedagógico, como as atividades motoras, cognitivas, lúdicas e fundamentos do futebol, respeitando a cada necessidade de cada um”, diz.

De acordo com Márcio Luiz, o objetivo do projeto é inclui os atletas à sociedade e oportunizar pessoas que são invisíveis aos olhos de muita gente.

“No nosso projeto, a maioria é formada por crianças e adolescentes que são extremamente carentes perante a vida associativa e, por isso, eu e minha esposa, que é pedagoga, nos sensibilizamos por essa causa e resolvemos criar esse projeto agregado à nossa escolinha de futsal”, conta

Ele acrescenta. “A inclusão é quando você coloca uma pessoa portadora necessidade especial junto com uma dito normal em atividades paralelas isso sim é inclusão”, aponta.

Outro fator social que contribui para o segmento do trabalho é a interação familiar dos atletas. Magrão doa cestas básicas, além de promover uma vez na semana o ‘sopão’ com presença dos pais dos atletas.

O professor relata o crescimento cognitivo de Kauã Carvalho, portador de paralisia cerebral e não andava. “Hoje, ele [Kauã], já caminha, apesar das dificuldades”, explica.

Ellen Reis Carvalho, 33 anos, mãe de Kauã, expõe o dia a dia com o filho de 17 anos, sempre estressado e não tinha força, nem vontade para fazer alguma coisa.

A situação começou a mudar quando o filho começou frequentar o Instituto e participar das aulas com o professor Márcio.

“O Kauã fazia terapia num centro de saúde e lá conheci o professor Márcio que se interessou pelo caso do meu. Mesmo na pandemia, passamos ir às aulas. Coisa maravilhosa aconteceram. O Kauã deixou de ser uma pessoa estressada e passou ter equilíbrio no andar, já passeia. Frequentar o instituto foi uma dádiva vinda de Deus. Me sinto agradecida”, conta

Apoio

Magrão tem o apoio de amigos para manter o projeto ativo. “Eu, sozinho, não teria condições de manter o projeto. Tentei ajuda aos políticos e eles só aparecem em época de campanha. Meus amigos me ajudam”, posiciona.

O professor tem um custo mensal de R$300 referente ao pagamento do aluguel do espaço da arena onde ministra atividades relativas ao projeto

“Não rejeitamos novos alunos. Criamos o grupo com a finalidade de servir, de prestar ajuda a quem precisa e também para receber apoio. Informação, é ligar para (91) 8708-6493”, pontua.

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