Equipe paraense disputa Campeonato Brasileiro de Futebol para Amputados em Goiânia
Time da AADFEPA em busca de vaga na Libertadores
A Associação Atlética dos Deficientes Físicos do Estado do Pará (AADFEPA) inicia, no próximo dia 4 de junho, sua campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol para Amputados. A competição ocorre em Goiânia até o dia 7 de junho. A equipe paraense vai em busca, além do título, de uma vaga na Libertadores da modalidade.
"As nossas expectativas são as melhores, de a gente ter uma boa colocação no Brasileiro. Sabemos que a competição é muito forte. O nível é muito alto. Não é mais para amadores. Nós sabemos que as dificuldades são grandes, mas também sabemos do potencial da nossa equipe. Até o quarto colocado garante vaga na Copa Libertadores. O futebol para amputados cresceu tanto que já tem até a Copa Libertadores, e nós vamos em busca dessa vaga", declarou Antonio Maria da Silva, treinador do time da AADFEPA.
Este é o segundo ano consecutivo em que o Pará participa da competição nacional. No ano passado, a equipe da associação disputou a Série B e conseguiu o acesso para a primeira divisão. No entanto, em outros anos, cedeu atletas para times de outros estados, mas, em 2024, a organização decidiu pela profissionalização.
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Ao todo, a delegação paraense conta com 18 integrantes, sendo 15 atletas - oito paraenses - e três membros da comissão técnica. A equipe está no Grupo C do campeonato, ao lado de IGAFEL, ASSMA e São Bento. Com os objetivos definidos, o time está focado no Brasileiro e intensificou a preparação.
"A nossa preparação ocorre todos os sábados, de 8h às 10h. A gente está nessa preparação, tanto física quanto tática", destacou o técnico.
Na associação desde 1995, Antonio Maria destacou que, apesar dos esforços, a organização possui algumas dificuldades, especialmente para conseguir locais para treinar e manter os atletas.
"Nós temos uma dificuldade muito grande em Belém para conseguir espaço. O local em que a gente treina é pago, é a própria entidade mesmo [que paga]. Mesmo sem ter recursos, a gente dá um jeito e paga esse horário mensalmente. Na questão da renovação da equipe, a gente corre atrás, procura novos atletas para reforçar e renovar a equipe. Além disso, temos a questão da logística. Alguns atletas são do interior, e aí tem o deslocamento desses atletas para Belém, para o treino. Às vezes, dificulta, então nem sempre eles estão presentes em todos os treinos, porque moram em outros municípios", apontou.
Após o Campeonato Brasileiro, a equipe do Pará terá outra disputa: o Norte-Nordeste de futebol para amputados. Por isso, a organização tem dois times, e ambos vão viajar para o torneio. Atualmente, são cerca de 25 atletas filiados.
Apesar disso, a expectativa e a confiança para o Brasileiro estão altas. A competição, além da busca por resultados, serve como incentivo e combustível para manter o trabalho desenvolvido pela AADFEPA, que busca, também por meio do esporte, resgatar a autoestima das pessoas.
"A gente vê essa participação como muito importante, principalmente quando a imprensa chega junto da gente, porque é através disso que conseguimos divulgar. Enquanto impacto social, muda muito a vida da pessoa", ressaltou o técnico.
"A gente conhece atletas que, ao sofrer amputação, eram pessoas desanimadas, que não tinham perspectiva de vida, e que, através do esporte, voltaram a acreditar em si mesmas. É motivador para que a gente continue nessa luta de buscar, a cada dia, mais atletas", completou.
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