Torcedores acompanham jogos da Copa do Mundo durante voos nos EUA
Com deslocamentos de milhares de quilômetros entre as cidades-sede, brasileiros aproveitam TV e Wi-Fi a bordo para acompanhar partidas durante os voos nos Estados Unidos
A dimensão da Copa do Mundo de 2026 mudou até a forma de assistir aos jogos. Com partidas espalhadas por três países e grandes distâncias entre as cidades-sede, muitos torcedores passaram a acompanhar o Mundial durante os voos entre um destino e outro. Nos Estados Unidos, onde boa parte das aeronaves comerciais oferece televisão ao vivo e conexão à internet, os aviões também se transformaram em arquibancadas.
A edição de 2026 é a maior da história da competição. São 48 seleções, 16 estádios distribuídos por Estados Unidos, Canadá e México, além de deslocamentos que chegam a quase 4,8 mil quilômetros entre sedes, como no trajeto entre a Cidade do México e Vancouver. O brasileiro Regis Reis vive essa rotina desde o início da Copa. Acompanhando a Seleção Brasileira, ele conta que já assistiu a três partidas durante viagens de avião.
"Estou acompanhando o Brasil nesta Copa do Mundo e acabo viajando muito na véspera dos jogos. Nesta semana consegui assistir ao jogo entre Canadá e África do Sul indo para Houston. Depois do jogo do Brasil contra o Japão, acompanhei os pênaltis de Paraguai e Alemanha e também Marrocos e Holanda durante o voo para Nova York."
VEJA MAIS
Regis viaja ao lado do amigo Fernando Souza, que destacou a facilidade de acompanhar as partidas durante os deslocamentos. "Eu já tinha viajado no Brasil em aviões com centrais de entretenimento e televisão, mas é algo raro. Aqui, boa parte dos voos oferece televisão ou acesso ao sistema da companhia para acompanhar os jogos ao vivo. É uma experiência diferente e até ajuda a conhecer novas pessoas durante a viagem."
Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), os Estados Unidos registram cerca de 45 mil voos por dia, dos quais aproximadamente 28 mil são comerciais. Em meio à intensa movimentação aérea durante a Copa, os longos deslocamentos passaram a fazer parte da experiência dos torcedores que percorrem o país para acompanhar suas seleções.
Já instalado em Nova York para o próximo compromisso da Seleção Brasileira, Regis afirma que o roteiro da viagem ainda dependerá da campanha da equipe no Mundial. "Temos passagem comprada para Miami, onde será o jogo do dia 11. Depois vamos esperar para ver se o Brasil avança. Se der tudo certo, queremos ir para Atlanta na semifinal e voltar para Nova York para a decisão."
Palavras-chave