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Como joga o Haiti, adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026

Tecnicamente mais frágil que os rivais do grupo, a equipe haitiana prioriza a defesa para depois sair em velocidade, utilizando também o trabalho de pivô do centroavante Frantzdy Pierrot

Felipe Campos | Especial para O Liberal

O Haiti está de volta a uma Copa do Mundo da FIFA pela primeira vez desde 1974 e garantiu vaga para o Mundial sem disputar uma única partida em seu país. Em crise social desde o terremoto de 2010, a situação do país se agravou no contexto político, potencializada pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021, fazendo com que os jogos fossem disputados em campo neutro.

Nas eliminatórias, o Haiti garantiu o segundo lugar na segunda fase, terminando à frente de Santa Lúcia, Aruba e Barbados, atrás apenas de Curaçao. Na fase seguinte, que garantia vaga para a Copa do Mundo, a seleção comandada por Sebastien Migné conquistou 11 pontos e deixou Honduras, Costa Rica e Nicarágua fora do torneio.

Reforços Naturalizados

Com uma das piores economias das Américas, muitos haitianos buscam uma melhor qualidade de vida fora do país. Essa é também a história dos pais de Wilson Isidor, principal jogador da equipe, que atua no Sunderland, da Inglaterra. Nascido em Rennes, na França, o atleta se destacou na última temporada, em que atuou em 41 partidas e marcou oito gols na campanha que levou os Black Cats às competições internacionais. Após a classificação do Haiti para a Copa do Mundo, ele optou por representar a seleção caribenha.

Além do atacante, o zagueiro Hannes Delcroix e o meia Jean-Ricner Bellegarde são outros destaques naturalizados da equipe. Nascidos, respectivamente, na Bélgica e na França, os dois disputaram as eliminatórias e ajudaram a garantir a classificação para o Mundial.

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Como joga?

Após atuar nas eliminatórias para a Copa do Mundo no esquema 4-2-3-1, o Haiti mudou durante os últimos amistosos de preparação e também estreou no 4-4-2, aproveitando a naturalização de Isidor para contar com um atacante de velocidade. Tecnicamente mais frágil que os rivais do grupo, a equipe haitiana prioriza a defesa para depois sair em velocidade, utilizando também o trabalho de pivô do centroavante Frantzdy Pierrot.

Na estreia, o 4-4-2 de Sebastien Migné contou com dois pontas que atacam pelos lados do campo e buscam cruzamentos para Pierrot, atacante de referência. Além disso, Isidor explora a velocidade pela faixa central, mas também pode se aproximar dos jogadores de meio-campo. No setor central, Jean Jacques atua como primeiro volante, enquanto Jean-Ricner Bellegarde é o responsável pela criação das jogadas.

image Uma das opções táticas da seleção do Haiti. (Divulgação)

Outra opção que pode aparecer contra o Brasil é Bellegarde aberto pelo lado esquerdo, mas com a função de cortar para dentro e auxiliar na armação da equipe. Caso o técnico opte por essa formação, Woodensky Pierre deve começar entre os titulares.

image Outra possibilidade para o jogo contra o Brasil. (Divulgação)

Independentemente da escalação, algo é claro: o Brasil é favorito e precisa vencer a partida para manter aceso o sonho do hexacampeonato.