Copa do Brasil 2026: Remo vai receber mais que o dobro do Paysandu; entenda
Seis equipes paraenses disputam a competição nesta temporada: Remo, Paysandu, Águia de Marabá, Tuna Luso, Castanhal e Bragantino.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta quinta-feira (5), os valores de premiação da Copa do Brasil de 2026. Seis equipes paraenses disputam a competição nesta temporada: Remo, Paysandu, Águia de Marabá, Tuna Luso, Castanhal e Bragantino.
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De acordo com o documento apresentado pela entidade, os valores passaram por ajustes em razão do aumento no número de clubes participantes e da ampliação das fases anteriores às oitavas de final. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões serão distribuídos em premiações ao longo da competição.
Os clubes que disputam a primeira fase — composta pelas equipes mais mal posicionadas no ranking da CBF — receberão R$ 400 mil. Entre os representantes do Pará, apenas o Bragantino inicia a disputa nesta etapa. Já na segunda fase, da qual participam Tuna Luso, Águia de Marabá e Castanhal, cada clube garantirá R$ 830 mil.
Na terceira fase, etapa em que o Paysandu entra na competição, a premiação é de R$ 950 mil por equipe. Os valores citados referem-se aos clubes das Séries C e D do Campeonato Brasileiro. As equipes que disputam a Série B recebem cotas superiores.
Na quarta fase, os clubes das Séries C e D recebem R$ 1,07 milhão, enquanto os da Série B faturam R$ 1,68 milhão. Já na quinta fase, momento em que entram os clubes da Série A do Brasileirão — entre eles o Remo — a premiação passa a ser unificada, no valor de R$ 2 milhões.
Dessa forma, os valores mínimos garantidos a cada equipe paraense na Copa do Brasil de 2026 são:
- Remo: R$ 2 milhões (quinta fase)
- Paysandu: R$ 950 mil (terceira fase)
- Águia de Marabá: R$ 830 mil (segunda fase)
- Tuna Luso: R$ 830 mil (segunda fase)
- Castanhal: R$ 830 mil (segunda fase)
- Bragantino: R$ 400 mil (primeira fase)
As premiações aumentam de acordo com o avanço das equipes na competição.
Premiação do Paysandu é reduzida
Entre os clubes paraenses, o Paysandu foi o que registrou a maior redução nos valores de premiação em relação à edição anterior. Em 2025, quando disputou a terceira fase da Copa do Brasil, em um formato diferente do atual, o clube recebeu R$ 2.315.250 — mais que o dobro do valor previsto para a mesma etapa em 2026.
Dois fatores explicam essa redução. O primeiro é a reformulação da competição, que passou a contar com mais de 90 clubes e novas fases eliminatórias. Na edição passada, a terceira fase equivalia à atual quinta fase, na qual está o Remo, que receberá R$ 2 milhões, valor próximo ao obtido pelo Paysandu em 2025.
Além disso, o rebaixamento do Paysandu para a Série C do Campeonato Brasileiro impactou diretamente as cotas de premiação, inclusive nas fases iniciais. Clubes que disputam a Série B, independentemente da fase de entrada na Copa do Brasil, recebem valores superiores a R$ 1 milhão por etapa.
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