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Ancelotti parabeniza reação do Brasil e explica por que Neymar não entrou contra o Japão

Técnico afirmou que atacante seria utilizado caso a Seleção não empatasse no tempo normal e elogiou a postura da equipe na vitória que garantiu vaga nas oitavas de final

O Liberal

Após a vitória de virada por 2 a 1 sobre o Japão, que garantiu a classificação do Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti elogiou a reação da equipe e explicou por que Neymar, que estava cotado para entrar na partida, permaneceu no banco de reservas durante todo o tempo regulamentar.

Segundo o treinador, o planejamento era utilizar o camisa 10 caso a Seleção não conseguisse buscar o empate. Como Casemiro deixou tudo igual no início da etapa final, Ancelotti optou por manter a estrutura da equipe em campo.

"Eu estava esperando o Neymar para a prorrogação. Eu falei com ele que, se a gente não empatasse o jogo, ele ia entrar aos 60, aos 65 minutos. Mas, como empatamos o jogo, eu não queria mudar a estrutura e perder o controle do jogo. Ele ia ficar para a prorrogação", explicou.

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O treinador também avaliou positivamente o desempenho da equipe, apesar das dificuldades encontradas diante da forte marcação japonesa. Para Ancelotti, o Brasil manteve a tranquilidade mesmo após sair atrás no placar e soube encontrar alternativas para construir a virada.

"A equipe não perdeu a paciência. Eu acho que o time estava bem no primeiro tempo. O jogo foi bonito. Forçamos um pouco mais de cruzamentos no segundo tempo e, no final, deu tudo certo. Temos muitos recursos no banco e no campo. É bom que os jogadores individualmente estão em bom nível e trabalham juntos", afirmou.

Por fim, o italiano destacou a qualidade do adversário e considerou justa a classificação brasileira. "O Japão não é um time fácil, é um time bem organizado, muito intenso. A gente mereceu ganhar e isso é muito importante", concluiu.

Agora classificado às oitavas de final, o Brasil aguarda a definição do próximo adversário na sequência da Copa do Mundo, entre Costa do Marfim e Noruega.