Presidente da FPF avalia reformulação da Copa Verde e afirma: ‘Acertou mais do que errou’
Ricardo Gluck Paul destacou o calendário definido, as transmissões e a maior visibilidade da competição como pontos positivos desta edição
A Copa Verde terminou no último domingo (7) com o hexacampeonato do Paysandu. Neste ano, a competição estreou um formato diferente, sendo disputada entre os campeões da Copa Norte e da Copa Centro-Oeste. Em entrevista ao repórter Michel Anderson, da Rádio Liberal+, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Gluck Paul, analisou o torneio, que passou por mudanças.
Segundo ele, a reformulação da Copa Verde foi positiva. O novo formato, conforme Gluck Paul, trouxe mais dinamismo, consolidou a competição no calendário e garantiu mais visibilidade, questões que eram desafios nas edições anteriores.
"Você tem hoje uma competição que mudou praticamente todo o formato. Era uma competição que tinha problemas de calendário, acontecia em várias datas. Agora não, tem um espaço definido no calendário, onde a CBF criou uma janela para os torneios regionais. A Copa Norte foi recriada com um formato interessante, de grupos, que, na minha visão, trouxe mais dinamismo e uma história diferente para contar da competição. A televisão também ajudou: a competição saiu do escuro, não era transmitida e não tinha nenhuma cota de patrocínio. Hoje você tem uma competição 100% transmitida. Você vê uma competição com placas de publicidade; parece pouco, mas nem isso tinha. Então, acho que, nesse primeiro ano desse novo modelo, acertou mais do que errou", avaliou o presidente da FPF.
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Ainda conforme Ricardo, um dos principais pontos que ainda precisam evoluir é a questão financeira. Com o novo formato, a expectativa é atrair mais patrocinadores para os torneios.
"Sempre tem pontos de atenção, sempre há oportunidades de aprendizado. E eu tenho muita fé de que, com essa competição organizada da forma como está, agora sim você tem o que mostrar aos patrocinadores para trazer mais dinheiro e dividir com os clubes. Acho que esse é o último ponto: que a competição gere mais recursos, como acontece na Copa do Nordeste, por exemplo, que movimenta muito dinheiro para as federações e para os clubes", completou.
Ricardo também destacou o protagonismo paraense no cenário regional e a importância das competições para fortalecer essa liderança do estado.
"Conquistar esse título é mais uma conquista regional para o estado do Pará, independentemente do filiado, seja Paysandu, Remo, Tuna ou Águia, que jogou este ano. O Pará vai cada vez mais se consolidando como um grande protagonista da região Norte do Brasil. Então isso, para a gente, é fantástico", concluiu Ricardo Gluck Paul.
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