MENU

BUSCA

Prefeito promete construção de arenas nas periferias de Belém a partir de fevereiro

Segundo Igor Normando, a gestão pretende iniciar, já em fevereiro, o processo licitatório para a construção dos novos espaços

Eva Pires/Especial para O Liberal

Em meio aos grandes investimentos que redesenharam Belém para a COP 30, o esporte municipal tenta escapar da sombra das obras mais visíveis e chegar onde a cidade costuma ser menos lembrada: os bairros periféricos. Em entrevista para O Liberal, o prefeito Igor Normando detalhou alguns planos para construção de campos e arenas, defendeu a atuação integrada com o Estado e admitiu que o maior desafio ainda está na base, onde muitos atletas desistem antes mesmo de competir, diante da falta de opções na periferia.

VEJA MAIS

[[(standard.Article) Belém 410 Anos: O nome que virou sobrenome nos gramados e quadras]]

Parque Olímpico Mangueirão é inaugurado com o evento ‘GeekParque’
Programação gratuita une esportes e cultura geek

A promessa de ampliar e reformar espaços esportivos em áreas afastadas do centro voltou ao discurso da Prefeitura de Belém. Segundo o prefeito Igor Normando, a gestão pretende iniciar, já em fevereiro, o processo licitatório para a construção das chamadas ‘Areninhas’, espaços esportivos em diversos bairros da capital paraense.

“Sem dúvida alguma. Vamos fazer as areninhas e as arenas, que são fundamentais para que haja esporte em todos os bairros”, afirmou o prefeito. “A ideia é iniciar o processo licitatório já no mês de fevereiro para contratar as empresas que vão executar essas obras.”

A fala surge em meio ao debate sobre o papel da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer diante das Usinas da Paz, consideradas o principal programa esportivo e social do Governo do Estado. Questionado sobre o risco de a política municipal se tornar apenas complementar, o prefeito negou interesse em qualquer disputa por protagonismo.

“Pela primeira vez a gente tem um governo federal, um governo estadual e um governo municipal alinhados”, disse. “Eu não estou aqui para esconder o que vem de bom do Estado ou da União, nem para disputar quem entregou a obra.”

Segundo ele, a prioridade da gestão é o resultado prático para a população. “O que me importa é que a obra aconteça. Se é do governo do Estado, do governo federal ou da iniciativa privada, a finalidade já está cumprida quando chega para a cidade”, afirmou. “Qualquer coisa diferente disso vira briga de ego.”

O debate ganha relevância no contexto da COP 30, que atraiu mais de cinco bilhões em investimentos e concentrou intervenções principalmente na área central da capital. Para o prefeito, o desafio agora é levar esse movimento aos bairros mais afastados do centro.

“Eu fui eleito para organizar a cidade e fazer o que precisa ser feito, mesmo que isso seja impopular”, declarou. “Não estou aqui pensando na próxima eleição, mas em como Belém vai estar daqui a 20 ou 30 anos.”

Outro ponto sensível abordado na entrevista foi a dificuldade enfrentada por jovens que buscam o esporte. Em uma cidade reconhecida como celeiro de talentos, muitos acabam abandonando o esporte por falta de recursos mínimos, como passagem de ônibus ou equipamentos.

“É fundamental reforçar, na periferia da cidade, a presença do esporte”, disse. “O esporte amador é prioridade, porque ele garante acesso, saúde, disciplina e formação cidadã”, disse, sem dar mais detalhes sobre os projetos que serão executados e os locais.

Igor Normando também lembrou que na cidade já existem leis que permitem aos empresários colaborar com a inclusão esportiva, como a Lei Tó Teixeira, que permite incentivos fiscais a empresas que invistam em projetos esportivos.

“A gente cria a lei, mas os empresários também precisam olhar com mais carinho para o esporte da cidade”, afirmou. “Nossa prioridade continua sendo o esporte nos bairros, mas é possível avançar quando o setor privado participa.”