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Sindicato teme nova onda da covid-19: 'Pá de cal no setor de bares e eventos'

Segundo assessor jurídico de Sindicato, nova onda provocará fechamento de inúmeras empresas no Estado.

Natalia Mello / O Liberal

Com o aumento do número de casos de covid-19 na região Oeste do Pará e o anúncio da prefeitura de Santarém de cancelamento das festas de final de ano na região, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Pará (SHRBS) fala sobre o receio de uma quarta onda do coronavírus. “O que tem que prevalecer agora é a saúde pública sobre o interesse privado, mas é muito ruim se realmente houver uma quarta onda, é colocar uma pá de cal no nosso setor, porque não tem como se recuperar, muitas empresas que estão sobrevivendo a duras penas vão fechar”, afirmou o assessor jurídico da entidade, Fernando Soares.

O advogado afirma que a covid-19 é quem tem ditado o ritmo da vida e de sobrevivência da sociedade atual e acredita que a medida adotada em Santarém pode ser adotada por outros municípios paraenses. “A saúde pública se sobrepõe ao interesse individual. Sabemos que está havendo aumento do número de casos e isso é preocupante. Temos um mês pela frente e sabemos que muita coisa pode acontecer, mas neste momento é preocupante demais. Não temos os dados de quantas empresas estão cancelando o ano novo, mas cancelar seria decretar o fim de muitas empresas”, finalizou.

A cerimonialista Adriana Lobato atua há 11 anos com eventos e diz que, depois de passar seis meses parada, no ano passado, e dois em 2021, será difícil reorganizar as finanças caso o setor tenha novas restrições. “O pior, financeiramente, foi ano passado. Cancelaram eventos, adiaram, remarcaram, mudaram o formato do evento. Neste ano consegui me organizar melhor. Desde maio não parei, mas estou acompanhando essa questão do carnaval. Sabemos que as coisas estão acontecendo, estão vendendo bloco, isso me preocupa em dois sentidos: saúde, porque estou com uma filha pequena; e financeiro”, explicou.

Adriana acredita que, havendo as festas de carnaval, o período que segue deve ser marcado por um novo surto, mesmo que ela não saiba ao certo o que esperar. “Não sei se Belém vai chegar a parar de novo, ter um novo lockdown, mas acho que depois do carnaval vai ter um aumento e aí a gente não tem como prever, mas nos preocupa pela saúde e o financeiro, porque estamos em um ritmo bom de trabalho, muito movimento na cidade. Mal retornamos os eventos, imagina ter que organizar tudo de novo”, analisa.

Mas, a cerimonialista reforça que o momento é de ainda manter os cuidados de prevenção nos eventos, como o uso de máscara e uso de álcool em gel, por exemplo. “As pessoas estão, cada dia mais, relaxando. Continuo frisando que nós, profissionais, precisamos ter responsabilidade. Se o convidado não quer usar [máscara] é uma escolha dele, mas nós temos que nos precaver. As igrejas continuam exigindo, mas o salão, não, e as pessoas não querem mais usar. Não é questão de alarmar o cliente, mas se precaver mesmo”, conclui.

Medo da contaminação ainda assusta

O cantor UmSebastião, vocalista da Big Band DBL, que realiza shows na noite de Belém, relata o medo que sente desse novo cenário que considera, para além de assustador, de indignação, porque atribui um aumento da contaminação à quantidade de pessoas que ainda resistem à imunização.

“A gente sabe que essas novas ondas acontecem porque muita gente não está se vacinando. A gente sofreu tanto, quase dois anos, e agora, que estamos voltando, a gente está sendo prejudicado por pessoas que não querem tomar vacina e têm ‘ideias’ contra a ciência, então é assustador e dá muita raiva. A porrada vem dos dois lados, porque se não tiver gente na rua, não tem gente vendo show nem comendo. Mas apesar das pessoas que não querem se vacinar, a maior parte está se vacinando, então que isso possa ajudar na contenção dessa suposta nova onda que pode vir aí. Acho que a gente vai conseguir se manter dessa vez”, diz.

Otimismo é uma saída

A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará (Abrasel), Rosane Oliveira, é ainda mais otimista sobre esse cenário, reforçando o avanço da vacinação na população e lembrando a importância de todos os públicos tomarem a terceira dose.

“As expectativas estão se confirmando positivamente em relação à aceleração da vacinação. Não podemos fazer comparações com a Europa. O Brasil está liderando no quesito vacinação e isso nos coloca em uma posição de estabilidade e as estatísticas mostram isso. As campanhas de incentivo à vacina devem continuar e intensificar, porque até final do ano já estaremos com grande parte da população já na segunda dose”, declara a presidente da Abrasel.

“Já tivemos julho e outros feriados prolongados e não houve aumento de casos, como havia sido projetado, e isso se dá graças à aceleração da vacina. Até as festas de final de ano e carnaval são um período importante para que a população (mais jovem) que ainda não tenha completado suas doses assim as faça. Nada leva a uma nova onda”, finaliza Rosane.

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Economia
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