Setor de Serviços do Pará encolhe 1,0% em março

Na comparação com março do ano passado, a pesquisa registrou uma redução mais acentuada de 6,6%

O volume de serviços no Pará encerrou março com queda acentuada de 1,0%, na comparação com fevereiro, repetindo o desempenho negativo dos dois meses anteriores - janeiro (-0,7%) e fevereiro (-6,5%) -, que interromperam três meses consecutivos de taxas positivas nessa comparação. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da retração, o resultado é mais baixo que o observado no mesmo período de 2018: -2,1%.

Na comparação com março do ano passado, a pesquisa registrou uma redução mais acentuada de 6,6%. Essa variação negativa, junto com o resultado de fevereiro último (-2,4%), também cessam a reação observada no Estado neste tipo de análise, que registrava índices positivos desde outubro do ano passado. Já para os meses de março, a última variação positiva foi anotada em 2015 (4,7%). No mesmo período de 2018, o setor de serviços do Estado registrou a maior queda já registrada no mês no Estado: -9,7%.

Os indicadores apontam que o setor de serviços ainda é o mais afetado no Estado pelos efeitos da crise econômica. A produção industrial paraense, por exemplo, que despencou 11,3% na passagem de fevereiro para março, ainda assim acumula nesse primeiro trimestre de 2019 variação positiva de 0,7%. Já a taxa de produção do varejo paraense em 2019 é de 4,1%. Em compensação, entre janeiro e março desse ano, o setor de serviços do Estado segue negativo, com decréscimo de 2,0% - bem diferente da media de expansão observada antes da crise, com alta em torno de 3%.

Regionalmente, 16 das 27 Unidades da Federação assinalaram retração no volume dos serviços em março de 2019, na comparação com fevereiro, acompanhando a retração de 0,7% do índice nacional. Entre as localidades com resultados negativos, destaque para São Paulo (-0,9%), Rio Grande do Sul (-4,0%) e Mato Grosso (-7,7%). Já o principal resultado positivo veio do Rio de Janeiro (1,0%).

Na comparação com março de 2018, a queda de 2,3% no volume de serviços foi acompanhada por 23 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com Rio de Janeiro (-7,4%), com quatro dos cinco setores em recuo, seguido do Paraná (-6,7%), do Rio Grande do Sul (-6,2%) e de Minas Gerais (-3,6%). Já a contribuição positiva mais importante para a formação do índice global veio de São Paulo (1,4%), que apontou expansão em três das cinco atividades investigadas.

No acumulado de janeiro a março de 2019, frente a igual período do ano anterior, o avanço de 1,1% no volume de serviços ocorreu de forma mais concentrada, já que 11 das 27 unidades da federação tiveram alta de receita real. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (4,6%), enquanto Rio de Janeiro (-4,2%) registrou a influência negativa mais relevante sobre índice nacional, seguido por Paraná (-2,7%), Ceará (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-2,0%).

Atividades

A queda do volume de serviços em março, na comparação com fevereiro, foi acompanhada por três das cinco atividades, com destaque para a pressão negativa de serviços de informação e comunicação (-1,7%). Houve variações negativas também em serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e outros serviços (-0,2%). Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,5%) e os serviços prestados às famílias (1,4%) ficaram positivos.

Na comparação com março de 2018, o setor de serviços recuou com queda em três das cinco atividades e em 56,0% dos 166 tipos de serviços. O fato de março de 2019 ter tido dois dias úteis a menos do que março de 2018 contribuiu para um menor número de contratos de prestação de serviços. Entre as atividades, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,1%) exerceu a maior influência negativa. Os demais resultados negativos vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,7%) e de outros serviços (-1,3%). Em sentido oposto, as contribuições positivas ficaram com os ramos de serviços prestados às famílias (4,4%) e de serviços de informação e comunicação (0,8%).

Economia
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