Programa destina apoio de até R$ 300 mil a organizações sociais do Pará e da região Norte
Lançamento da iniciativa foi realizado nesta quarta-feira (1º) em Belém e marca a abertura das inscrições para entidades que atuam em territórios periféricos.
O Pará será um dos estados beneficiados pelo programa Periferias Fortes Norte, que vai investir R$ 17 milhões no fortalecimento de organizações sociais que atuam em comunidades periféricas. O lançamento da iniciativa foi realizado nesta quarta-feira (1º), em Belém, e marca a abertura das inscrições para a seleção de até 82 organizações do Pará e de outros estados da Região Norte, além do Maranhão. A ação é realizada pelo BNDES Periferias, em parceria com o Instituto Phi e o Instituto Phomenta.
Coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Instituto Phi e o Instituto Phomenta, o programa vai selecionar até 82 Organizações Sociais de Periferia (OSPs) de pequeno e médio porte.
As instituições escolhidas receberão capacitação, mentorias, acompanhamento técnico por dois anos e apoio financeiro de até R$ 100 mil, para organizações de pequeno porte, e até R$ 300 mil, para as de médio porte. O edital contempla organizações dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além do Maranhão. Também poderão participar coletivos que ainda não possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que receberão apoio para a formalização.
A proposta nasceu para fortalecer a capacidade das organizações da região de acessar investimentos e ampliar sua sustentabilidade institucional. A iniciativa responde a uma demanda identificada no levantamento “Desafio das Organizações da Sociedade Civil”, realizado pelo Instituto Phomenta, 86% das 403 organizações consultadas apontaram a escassez de recursos financeiros como principal desafio. Entre as representantes da Região Norte, esse percentual chegou a 92%.
Além disso, 30% das organizações relataram dificuldades para medir o impacto de suas ações, 29% enfrentavam obstáculos administrativos e burocráticos, e 25% destacaram a conciliação entre atividades profissionais e a dedicação à organização como um desafio cotidiano. Na Região Norte, os percentuais foram de 36%, 52% e 16%, respectivamente.
Fortalecimento da gestão
Segundo os organizadores, a iniciativa busca fortalecer a gestão e ampliar a capacidade de atuação das organizações que desenvolvem projetos em territórios periféricos. Um levantamento do Instituto Phomenta mostrou que 92% das organizações da Região Norte apontam a falta de recursos financeiros como o principal desafio para manter as atividades.
“O propósito do Instituto Phomenta é descentralizar recursos e apoiar organizações pequenas para que continuem existindo e gerando impacto. O BNDES Periferias Fortes Norte nos dá escala para isso em um território que concentra 12,1% da população brasileira, mas apenas 9% das organizações formalizadas do país. E esses números escondem os coletivos e os projetos que não possuem CNPJ, que geram impacto real e estão em lugares onde as políticas públicas e grandes organizações não chegam. Nosso objetivo com o programa é fortalecer estas organizações e ampliar o impacto nas comunidades periféricas”, comenta Rodrigo Cavalcante, Diretor Executivo do Instituto Phomenta.
Além da escassez de recursos, 52% das entidades da região relataram dificuldades administrativas e burocráticas, enquanto 36% afirmaram enfrentar obstáculos para medir o impacto de suas ações.
Formações
Durante os dois anos de execução do programa, as organizações selecionadas participarão de uma formação voltada para temas como gestão, captação de recursos, comunicação, transparência, prestação de contas e voluntariado. Ao final, cada instituição deverá elaborar um plano de desenvolvimento institucional, que poderá ser financiado pelo programa.
Para garantir a participação das lideranças durante o processo de formação, o Periferias Fortes Norte também prevê uma bolsa de incentivo de até R$ 8 mil por representante.
“O desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias. Esses territórios têm potência econômica, capacidade empreendedora, lideranças comunitárias fortes e soluções construídas por quem conhece de perto os desafios locais. O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
As inscrições para participar da seleção ficarão abertas até 10 de setembro.
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