Preço da passagem de ônibus em Belém pode aumentar para R$5; prefeito ainda pode vetar; entenda

Segundo o Dieese/PA, reajuste de 39% foi aprovado pela maioria dos membros do Conselho e segue para aprovação do prefeito de Belém

Natália Mello

Membros do Conselho Municipal de Transportes de Belém aprovaram, por maioria, em reunião desta quinta-feira (24), o novo preço da passagem de ônibus da capital a R$ 5,01, um aumento de R$ 1,41. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), o reajuste no valor do serviço foi de 39,4% e agora segue para homologação do prefeito Edmilson Rodrigues, que pode, inclusive, definir um valor menor para a passagem.

Ainda de acordo com o Dieese, não há um prazo para o prefeito tomar essa decisão – a entidade defende que o reajuste seja menor, levando em consideração o poder aquisitivo da população. O Departamento reforça que duas propostas encaminhadas previamente a todos os Conselheiros: a do Setransbel, que propôs o reajuste de 42,3% sobre a atual tarifa de R$ 3,60, com a passagem subindo para R$ 5,12; e a da própria Semob, aprovada pelo Conselho.

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Grupo de manifestantes teria tentado invadir a sede da Semob, contrários aos reajustes propostos

O Dieese aponta que as duas proposições estão acima da inflação estimada para o período, em cerca de 23%, desde os parâmetros tomados para os cálculos do último reajuste, em maio de 2019. Levando em conta esse fator e as condições financeiras da população de Belém, a tarifa não poderia ultrapassar o valor de R$ 4,40, de acordo com as estimativas do departamento de pesquisa.

Dos 15 membros presentes, 10 votaram na proposta da Semob, quatro votaram contra e o Dieese se absteve. Votaram a favor do novo valor, segundo o presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Umes), Iago Pedroso, as secretarias Municipais de Urbanismo (Seurb), de Saneamento (Sesan), de Economia (Secon), de Gestão Estratégica e Planejamento (Segep); além da Polícia Militar (PM), representantes do gabinete do prefeito, da Semob, do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel), Departamento de Trânsito do Pará (Detran) e do Sindicato dos Taxistas do Estado do Pará (STEPA).

Entre os que votaram contra estão a Umes, a Associação Paraense de Pessoas Deficientes (APPD) e Sindicato dos Rodoviários.

Como o aumento impacta no bolso do passageiro?

Com o valor atual de R$ 3,60, o gasto mensal do trabalhador chega a R$ 172,80 – para quem precisa pegar dois ônibus diariamente e não recebe vale-transporte. Esse custo mensal compromete 14,26% para quem vive com o salário mínimo, atualmente em R$ 1.212. A passagem subindo para R$ 5,01, o gasto mensal passaria a ser de R$ 240,89, aumentando para 19,88% o percentual de comprometimento do salário com o transporte.

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