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Preço da carne bovina sobe mais de 6% em 12 meses no Pará

Valor médio do quilo chegou a R$ 44,54 em Belém e alta já compromete mais de 8% do salário mínimo de trabalhadores paraenses

Fabyo Cruz
fonte

O preço da carne bovina consumida pelos paraenses continua em alta e já acumula aumento superior a 6% nos últimos 12 meses. Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA) mostram que o valor médio do quilo da carne chegou a R$ 44,54 em abril de 2026, após sucessivos reajustes registrados desde o ano passado.

Segundo o Dieese, o aumento acumulado do produto foi de 6,33% no período de um ano. Apenas entre março e abril deste ano, o reajuste foi de 1,88%. Já no acumulado de 2026, entre janeiro e abril, a alta alcançou 5,45%.

A entidade aponta que o aumento nos preços da carne bovina reflete fatores como os custos de produção ainda elevados, oscilações na oferta de gado, crescimento das exportações e recomposição das margens ao longo da cadeia produtiva. No Pará, os custos logísticos e de distribuição também influenciam diretamente no preço final pago pelos consumidores.

O levantamento semanal do Dieese considera os cortes de coxão mole (chã), cabeça de lombo e paulista, comercializados em feiras, mercados, açougues e supermercados de Belém. Em abril de 2025, o quilo da carne custava, em média, R$ 41,89. O valor passou para R$ 42,24 em dezembro do mesmo ano, chegou a R$ 42,82 em janeiro de 2026, subiu para R$ 43,72 em março e alcançou R$ 44,54 em abril deste ano.

O Dieese também alerta para os impactos da alta no orçamento das famílias trabalhadoras. Considerando o salário mínimo atual de R$ 1.621, equivalente a cerca de R$ 54 por dia, um trabalhador não consegue comprar sequer 2 kg de carne bovina com o valor de uma diária.

De acordo com os cálculos do órgão, um trabalhador paraense precisou desembolsar aproximadamente R$ 200,43 para adquirir cerca de 4,5 kg de carne bovina no mês passado. Para garantir essa compra, foram necessárias 27 horas e 12 minutos de trabalho, o equivalente a 8,08% do salário mínimo mensal comprometido apenas com esse item da alimentação básica.

Para o supervisor técnico do Dieese/PA, Everson Costa, o cenário preocupa principalmente as famílias que dependem do salário mínimo como principal fonte de renda. “A manutenção da alta nos preços da carne bovina pode continuar reduzindo o poder de compra da população paraense nos próximos meses”, afirmou.

Alta no preço da carne no Pará

Preço médio do quilo em Belém

  • Abril/2025: R$ 41,89
  • Dezembro/2025: R$ 42,24
  • Janeiro/2026: R$ 42,82
  • Março/2026: R$ 43,72
  • Abril/2026: R$ 44,54

Variação dos preços

  • Alta no mês: 1,88%
  • Acumulado de 2026: 5,45%
  • Alta em 12 meses: 6,33%

Cortes pesquisados pelo Dieese

  • Coxão mole (chã)
  • Cabeça de lombo
  • Paulista

Motivos da alta

  • Custos de produção elevados
  • Oscilação na oferta de gado
  • Exportações
  • Custos logísticos e distribuição no Pará

Fonte: Dieese/PA e Conab

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