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Plano de Controle e Monitoramento dos Pescados é apresentado para pescadores de Santarém

O programa prevê a segurança alimentar do pescado comercializado no município.

Andria Almeida / O Liberal

Após a divulgação de 9 casos suspeitos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como doença da 'urina preta', no município de Santarém, o Setor pesqueiro amarga a queda de 80% do volume das vendas. Para amenizar esses impactos e aumentar a segurança alimentar do produto, o Grupo de Trabalho que envolve vários órgãos com o objetivo de proteger a cadeia do pescado, apresentou a proposta de implantação do Plano de Controle e Monitoramento dos Pescados Comercializados em Santarém, na tarde desta quarta-feira (6), para os permissionários da Feira do Pescado. Uma das etapas do projeto prevê uma ficha de registro de origem do produto em estoque, e o certificado de venda para monitoramento.

O Plano atua em três frentes de trabalho: a primeira é de conscientização para melhorar as práticas de manipulação e acondicionamento, através de capacitação dos pescadores. A segunda busca garantir o monitoramento e controle sanitário, com análises dos pontos de venda, qualidade da água, do peixe, gelo utilizado, além de fazer análises periódicas do pescado.

 A terceira etapa é o Programa de Registro e Controle da Origem do Pescado Comercializado em Santarém (PROCPS), que consiste numa ficha de origem do pescado, a fim de aumentar a segurança do pescado que chega à mesa do consumidor.

O funcionamento é bem simples:   será criado um banco de dados com a origem do pescado comercializado no município e no ato da venda o consumidor receberá um certificado do peixe que participa do programa, e, portanto, tem uma segurança alimentar maior. A ficha de origem tem o objetivo de identificar o local de pesca para direcionar as medidas de correção e contenção, bem como pesquisas. O programa vai abranger não só a síndrome de Haff, mais a segurança geral do pescado através do controle sanitário e melhoramento das técnicas de manipulação.

O certificado deverá ser guardado pelo consumidor de 24 até 48 horas, no caso dos restaurantes, de seis meses a um ano.  Em caso de sintomas após a compra do peixe com certificado, esse comprovante deverá ser apresentado no ato do atendimento médico para identificar as origens do pescado. Os peixes do programa terão maior segurança alimentar.

De acordo com o professor Roger Pozzer, integrante do grupo de trabalho, o plano está sendo bem aceito. ‘Os pescadores estão aderindo sem resistência, pois  entendem que fazer ações que garantam a segurança alimentar do pescado, aumentam a confiança do consumidor. Esse é o caminho para melhorar essa crise', concluiu o professor Roger.

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